Diniz critica Celso Barros em adeus ao Fluminense: “Só agradeço às pessoas que merecem ser agradecidas”

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FOTO: Hector Werlang

O adeus de Fernando Diniz ao Fluminense foi em uma entrevista coletiva repleta de agradecimentos. Torcedores, jogadores, dirigentes da atual e da gestão anterior foram lembrados mais de uma vez durante os 35 minutos de conversa na tarde desta segunda-feira. Mas houve uma ausência nas declarações do agora ex-treinador: Celso Barros.

Ao criticar o vice-geral, homem responsável pelo futebol tricolor, Diniz deixou claro que sabia não agradá-lo. Questionado por qual motivo não citou o ex-presidente da antiga patrocinadora do clube, respondeu exaltando o bom relacionamento com Pedro Abad (antigo presidente), Fabiano Camargo (antigo vice de futebol) e Mário Bittencourt (atual mandatário):


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– Eu agradeço às pessoas que merecem serem agradecidas. E são essas três, Abad, Fabiano e Mário. Ontem (domingo) eu tive uma conversa muito profunda com o Mário, um amigo que eu fiz. Assim como os outros dois. Eu não acho que (a coletiva de Celso) afetou o desempenho pois os jogadores são muito maiores do que aquele tipo de entrevista. Os jogadores são muito grandes. A gente criou as chances de gol, o time não jogou mal. As coisas aconteceram pois tinham que acontecer e vamos conseguir explicar melhor com o passar do tempo.

Celso, na terça-feira, deu entrevista cobrando resultados. Na ocasião, o Flu estava perto da zona do rebaixamento do Brasileirão. Entrou no grupo dos quatro últimos após perder para o CSA, domingo, resultado que determinou a demissão de Diniz.

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– Ele não atrapalhou o meu trabalho. Isso só acontece quando o jogador é afetado por algo negativo de fora. Isso não aconteceu. A gente cresceu. Ganhamos do Peñarol, tivemos desempenho contra o Inter de Porto Alegre. Tivemos infelicidade no domingo. Agora, as declarações dele deixaram nas entrelinhas que talvez fosse desejo dele que o trabalho deveria ser interrompido. Mas quem tem de responder é ele. Eu procuro focar em quem remava junto. Mário Bittencourt remou junto. Pagou em 60 dias três meses de salário. É um cara que deseja melhorar as condições do clube, não tem vaidade pessoal. Torço para que dê certo. Não saio magoado com Celso. Absolutamente. Só fico magoado com quem eu gosto e com quem gosta de mim. Então, não sinto nada. Absolutamente nada.

Diniz foi contratado em dezembro de 2018, ao fim da última temporada. Ele comandou o Flu em 44 jogos: venceu 18, empatou 11 e perdeu 15. Neste ano, o Tricolor marcou 71 gols e sofreu 48, tendo 49,2% de aproveitamento. Marcão, então auxiliar técnico, é o interino e deve comandar o Tricolor na quinta contra o Corinthians, em São Paulo, no jogo de ida das quartas de final da Sul-Americana.





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