O que você precisa saber para começar o domingo

0
Wilson Dias/Agência Brasil

Ameaça de demissão coletiva na Polícia Federal após interferência de Bolsonaro; XP Investimentos condenada a uma multa milionária por operar contra os próprios clientes; Ciro Gomes dispara contra cortes na educação e chama presidente de “idiota”; ministro do Meio Ambiente tem evolução patrimonial investigada pelo MP paulista.

Veja aqui o que você precisa saber para começar o domingo:

--
-Continua depois da publicidade ©-
--

Ameaça coletiva na PF

Delegados de diferentes cúpulas da Polícia Federal pelo país não descartam um pedido de demissão coletiva após a tentativa do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de intervir na indicação do Superintendente da Polícia Federal no Rio. A ação de Bolsonaro esfacelou de vez o que ainda restava de confiança de delegados da cúpula da PF no presidente. O pedido de demissão coletiva deve ser feito caso o ex-capitão insista na interferência. As críticas contra o presidente são não apenas abertas, como contundentes. Um dos delegados mais prestigiados da corporação, por exemplo, afirmou que a medida seria inédita desde a redemocratização do país, na década de 1980.

XP condenada a multa milionária

A XP Investimentos foi condenada pelo BSM Supervisão de Mercados, órgão autorregulador da bolsa de valores, ao pagamento de uma multa de mais de R$ 10 milhões. A condenação se refere ao uso de algoritmos que favoreciam a empresa em detrimento de seus clientes. Isso configuraria operação contra os próprios investidores.


-Continua depois da publicidade ©-

Ciro dispara

O ex-governador Ciro Gomes (PDT) criticou o corte de verbas da educação promovido pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) e classificou o presidente como “idiota”. Em evento na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, o pedetista criticou a conduta do atual governo em relação ao ensino superior que, segundo ele, está sendo “espancado” pela atual gestão.

Ministro de Bolsonaro na mira do MP

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, virou alvo de um inquérito do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por suspeitas de enriquecimento ilícito. Segundo dados que constam das próprias declarações de bens do ministro, seu patrimônio alta de 335% em cinco anos, corrigindo o valor pela inflação. O MP-SP começou a investigar o ministro em julho após uma representação feita por uma empresa chamada Sppatrim Administração e Participações.

“Retrocesso” argentino?

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (17) esperar que a Argentina não retroceda, em referência à possível vitória da chapa formada por Alberto Fernández e Cristina Kirchner nas eleições deste ano. A referência ao país vizinho foi feita durante um discurso na Academia Militar das Agulhas Negras, em que exaltou os militares e o patriotismo. “Nossa missão é não deixar o Brasil se aproximar de políticas outras que não deram certo em nenhum lugar do mundo. Peçamos a Deus, nesse momento, que a nossa querida Argentina, mais ao sul, saiba como proceder, através de seu povo, para não retroceder. A liberdade não tem preço, estamos prontos para dar a vida por ela”, afirmou o ex-capitão. No mesmo dia, o ministro argentino da Fazenda, Nicolás Dujovne, renunciou ao cargo e será substituído por Hernán Lacunza.