A Secretaria de Saúde de Lucas do Rio Verde-MT, por meio da Vigilância em Saúde, divulgou os números atualizados de casos de dengue, zika vírus e chikungunya ocorridos no município nos primeiros seis meses de 2019.

DENGUE: em relação a dengue, a preocupação é maior, tendo em vista o numero de notificações que somam hoje, 373 casos. Desse total, 125 tiveram resultado positivo para a doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Outras 114 notificações foram descartadas e 134 aguardam resultado.

ZIKA VIRUS: já os casos suspeitos para zika vírus, foram 08 notificações no período de 1º de janeiro a 31 de julho. 07 foram descartados, um aguarda resultado. Ou seja, nenhum caso positivo.

CHIKUNGUNYA: levantamento da Secretaria de Saúde em relação à chikungunya apontam 05 notificações, sendo dois resultados positivos e descartados 03.

O balanço divulgado pela Vigilância Epidemiológica mostra ainda a quantidade de notificações, por bairro, de arboviroses (Arboviroses são as doenças causadas pelos chamados arbovírus, que incluem o vírus da dengue, Zika vírus, febre chikungunya e febre amarela).

Jardim das Palmeiras é o bairro onde ocorreu mais incidência de doenças relacionadas ao mosquito Aedes Aegpyti, com 50 notificações; em seguida aparece o Alvorada com pouco mais de 40 notificações; em terceiro o Rio Verde com 30; Bandeirantes e Veneza tiveram até o momento 28 notificações.



Os demais bairros e comunidades rurais tiveram notificações abaixo de 20 casos.
Os números, principalmente os da dengue são preocupantes na visão da Supervisora da Vigilância em Saúde, enfermeira Kelly Paludo, tendo em vista que está circulando nesse período epidêmico em Lucas do Rio Verde, o vírus tipo II da dengue.

“Isso realmente nos deixa preocupados, pois as últimas epidemias de dengue em Mato Grosso, elas não são pelo tipo II. Elas são pelo sorotipo I e IV. Então nós temos uma população suscetível ao sorotipo II, oque reflete ao grande número de casos de dengue no primeiro semestre de 2019 em Lucas do Rio Verde”, salientou Paludo.

“Isso tem nos chamado a atenção e precisamos reportar à população, pois os cuidados tem que ser tomados, tendo em vista que a dengue está mais agressiva e isso é esperado quando temos a contaminação por outro sorotipo viral”.

Ainda de acordo com a Supervisora da Vigilância, no período de maior intensidade de notificações, houve várias internações com sintomas de dengue, onde o paciente apresentava complicações como número de plaquetas abaixo do normal e vômitos.

“Qualquer sintoma de febre, dor no corpo ou dor de cabeça que são sintomas clássicos da dengue, acompanhada de dor nos olhos, o paciente precisa procurar uma unidade básica de saúde para fazer o diagnóstico correto e manejo clínico adequado. Não podemos esquecer que a dengue pode agravar e até matar”, alertou Kelly Paludo.

Mesmo com o período de seca o vírus da dengue está circulando, portanto, a população precisa acabar com todos os focos de criadouros do mosquito em seus quintais.

“A população precisa fazer seu papel. Os mutirões de limpeza urbana que a prefeitura realiza também são de grande importância para as pessoas fazerem o manejo correto dos entulhos e lixos que estão nos quintais e que são depósito onde encontramos a maioria dos focos. A população é responsável por esse combate”, finalizou Paludo.