juíza Emanuelle Chiaradia Navarro, da Primeira Vara Criminal de Sorriso, acolheu denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra Lumar Costa da Silva, 28 anos, acusado de matar e arrancar o coração da própria tia, Maria Zélia da Silva Cosmos, 55 anos, em 2 de julho. Desta forma, o rapaz se tornou réu pelo crime.

A denúncia, oferecida pela promotora Maísa Fidelis Gonçalves Pyrâmides, foi acolhida pela Justiça em 1° de agosto. Lumar está preso preventivamente desde a data do crime.


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Ao aceitar a denúncia, a magistrada reforçou parecer do MPE que negou pedido da Defensoria Pública, que havia solicitado que o acusado passasse por exame de sanidade mental. Conforme a magistrada, ele demonstrou lucidez e narrativa concisa durante depoimento à Justiça, após o crime.

Ainda segundo a juíza, Lumar chegou a pedir atendimento psicológico, para ajudá-lo a enfrentar o uso de entorpecentes.


Ela pontuou que, conforme relatos de familiares do acusado, ele apresentava comportamento normal e sociável, antes do crime. Lumar era considerado pelos parentes como uma pessoa educada e tímida, conforme depoimento de seu pai à Polícia Civil.


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“O denunciado tinha um bom emprego em Campinas (SP), nunca apresentou agressividade e sempre demonstrou possuir grande inteligência, frequentando vários cursos de profissionalização, muito embora tenha começado a fazer uso de drogas pouco antes de retornar a esta cidade”, transcreveu a magistrada, com base no relato do pai do acusado, para justificar a negativa ao pedido de exame de sanidade mental.

A juíza, porém, mencionou que, caso necessário, “nada impede que, iniciada a instrução processual e ouvidas as testemunhas e vítimas e também o próprio acusado, seja demonstrada a necessidade de tal averiguação”.

O crime

Lumar foi até a residência da tia e, após encontrar a vítima sentada em uma área, a chamou para conversar dentro da casa. Em seguida, desferiu inúmeros golpes de faca contra ela. Quando ela caiu no chão, ainda viva, ele continuou atacando a mulher.

Conforme denúncia do MPE, o acusado tentou abrir o tórax de Maria com a faca, mas não conseguiu. Ele, então, pegou uma faca maior e a dilacerou até retirar o coração. Depois, teria levado R$ 800, de alugueis que a tia havia recebido.

Por fim, ele fugiu da residência com o órgão da tia e levou o coração de Maria para a filha dela. Lumar foi preso e transferido para a Penitenciária Osvaldo Florentino Leite, o Ferrugem, em Sinop, onde segue em cela separada. Em depoimento ele negou qualquer arrependimento sobre o crime e disse que Maria merecia morrer.

Meses antes do crime, o acusado morava no interior de São Paulo e se mudou para Sorriso após brigar com a mãe. Ele foi acolhido por Maria. A tia, porém, não aceitava o fato de o sobrinho ser usuário de drogas e pediu para ele sair de casa. Lumar se mudou para uma quitinete e, dias depois, foi para a casa da tia para assassiná-la.



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