Em greve há quase 2 meses, os servidores da Educação de Mato Grosso se acorrentaram em um protesto na manhã desta segunda-feira (22) na frente da sede do governo de Mato Grosso, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), os servidores começaram a nona semana em greve.

Um grupo de manifestantes colocou corrente nos pulsos e se posicionou de pé no portão do Palácio Paiaguás.

Entre as reivindicações da categoria está:

  • concessão do pagamento de 7,6% de aumento aos professores e o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA);
  • pagamento de 1/3 de férias proporcional para os professores contratados;
  • concessão de licença-prêmio e licença para qualificação profissional,
  • chamamento do cadastro reserva dos profissionais da educação do último concurso público
  • e um cronograma de obras para a reforma das unidades escolares.

Lado do governo

Na última nota divulgada pelo governo, o estado disse que a greve abrange 42% dos profissionais da Educação. O governo afirmou que:

  • O governo já demonstrou ao Sindicato que está impedido legalmente, pela Lei de Responsabilidade Fiscal federal, de conceder qualquer aumento salarial;
  • As condições financeiras não permitem a concessão do reajuste. Vale lembrar que o salário de todos os servidores públicos ainda é pago de forma parcelada;
  • Hoje Mato Grosso já paga o 3º melhor salário do país aos professores, que em média, recebem por mês R$ 5,8 mil o dobro do que paga uma escola particular e a maioria das prefeituras. Apesar disso, a qualidade da nossa educação no ensino médio é a 21º entre os Estados, conforme o ranking do Ideb.
  • Cada aluno da escola pública custa aproximadamente R$ 700 por mês, para a sociedade. De cada R$ 100 do orçamento da Educação, R$ 95 são para pagar salários. Os R$ 5 restantes são destinados à merenda, transporte escolar e reforma/manutenção de escolas.
  • O governo já atendeu todas as reivindicações do Sindicato, menos a concessão do reajuste, porque a lei e as condições financeiras do estado não permitem.