Sema apresenta Política Florestal de Mato Grosso a engenheiros

Apresentação ocorreu em comemoração ao Dia do Engenheiro Florestal.

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Mato Grosso quer chegar a 6 milhões de hectares sob manejo florestal sustentável até 2030 - Foto por: Marcos Vergueiro/Secom

As ações do Governo de Mato Grosso para valorização da floresta foram apresentadas aos engenheiros florestais do Estado. No centro do debate, esteve a perspectiva de aumentar a área de hectares sob manejo florestal para seis milhões de hectares até 2030. Atualmente, o setor florestal é a base da economia de 44 municípios e cerca de 3,7 milhões de hectares estão em manejo florestal sustentável.

Os dados que comprovam que Mato Grosso é um gigante em conservação foram apresentados pela secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, durante as comemorações ao Dia do Engenheiro Florestal, 12 de julho, realizada pela Associação Mato-Grossense de Engenheiros Florestais (Amef). O profissional desta engenharia se dedica ao planejamento e análise dos ecossistemas florestais, promovendo as suas preservações de modo sustentável.

Para alcançar a meta proposta pelo governo de dobrar a área sob manejo, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) está concentrando esforços no Cadastro Ambiental Rural (CAR), na gestão por resultado no licenciamento ambiental e no monitoramento e resposta pós-aprovação. “Esses são os desafios assumidos pela atual gestão para a política florestal de Mato Grosso. Ao valorizarmos as florestas, também estamos valorizando os profissionais da área”, destacou Mauren.

Em relação ao CAR, a gestora apresentou o plano de ações propositivas firmado entre Governo e Ministério Público Estadual (MPE) para análise e validação dos mais de 64 mil registros que aguardam distribuição. As medidas adotadas foram: contratação temporária de 50 profissionais de meio ambiente para força-tarefa, implantação de metas de produtividade, elaboração de Planos Operacional Padrão (POP) para padronização das análises e distribuição dos registros em quatro filas de acordo com a complexidade.

Já a gestão por resultado na Secretaria Adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos (Salarh) trouxe redução no tempo médio de análise se processos. Em abril de 2019, foram necessários 149 dias para dar uma resposta aos empreendedores, 31 dias abaixo da meta de seis meses. Na Superintendência de Gestão Florestal, 80% dos processos foram finalizados dentro do prazo durante o mês de maio de 2019.

Na fase de monitoramento após a aprovação do licenciamento ambiental, a Sema tem buscado investir em acompanhamento diário com imagens de satélite Planet. “Com a disponibilização de informações precisas e atualizadas sobre as mudanças que ocorrem no tempo e no espaço, agregamos valor ao processo de decisão e gestão, criando projetos de impacto positivo”, completou Mauren.



A tecnologia também será fundamental para o mapeamento e cadeia de custódia da madeira, assegurando transparência e legalidade na produção e comercialização dos produtos florestais em todas as etapas até o consumo final. Para isso, a Sema projeta ter o licenciamento digital em todas aaté julho de 2020 e a migração dos dados e implementação da cadeia de custódia no Sisflora 2.0 até março de 2020.  A apresentação ocorreu no auditório da sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT).