Espertalhões X Bobalhões

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Você já parou para pensar, qual desses grupos dominam o Brasil? Se não, a resposta é óbvia, os bobalhões. O espertalhão apenas dá o comando: compre aquilo, vota neste, fuma isto, ache isto bonito e os bobalhões, por serem ampla maioria, fazem tudo aquilo que lhe for dito. Como disse Nelson Rodrigues: o mundo será dominado pelos idiotas (espertalhões), não por sua capacidade, mas por sua quantidade. E o Brasil é a prova viva desta realidade.

Qualquer pessoa que analise os resultados da hipnose televisiva, perceberá esta realidade. E aqui reside o verdadeiro número de analfabetos brasileiros. Milhões de pessoas sofrem hipnose todos os dias. Há um sem número definido de programas charlatões, que “zumbificam” quem assiste aqueles “troços”. Em troca de algumas quinquilharias (como fizeram os portugueses ao desembarcar no Brasil). Compravam os índios com espelhos, facas, roupas, plumas e outros penduricalhos.


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Hoje, em alguns programas de teve, para ter sua atenção, os apresentadores apelam e você pode (PODE) ter a foto do seu filhinho lindo, ou do seu cãozinho especial que faz um au au maravilhoso, mostrado para o país todo. Isto são momentos mágicos, únicos e não podem ser perdidos. E caso você não saia da frente a seu televisor, no outro dia desfrutará de um momento impar com seus amigos zumbis. Irão discutir a qualidade inegável daquele programa, que mostra maravilhas, dança de famosos, pessoas que foram alguém de sucesso e hoje são drogados, falidos e estão nas ruas.

Porém, nas entrelinhas dos comerciais, você hipnotizado não percebeu. Os apresentadores apelam e lhe vendem dinheiro barato, ideias furadas, mostram guerreiras que viraram homens e mais um punhado de coisas. Você chega a adquirir algo novo e revolucionário, o “desentortador” de banana, algo fenomenal que você não sabe como viveu até hoje sem ele.

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Nestas horas Sócrates deve se remexer no túmulo e refletir; cacetada galera, Deus fazia o sétimo mandamento e eu dizia que as pessoas deveriam fazer a tripla filtragem de uma notícia, para saber a realidade das coisas.

Há algo de verdade nestas noticias todas? Elas são boas ou ruins? E qual a utilidade disto? Agora imagine um programa de TV, onde este mostra um ex-cantor que hoje está nas ruas porque usa drogas. Ou outro, onde pessoas famosas ficam dançando, há ainda quem mostre jovens se acariciando. Reflita, que você pode tirar de útil disto tudo? Como a resposta é provavelmente nada, então pegue seu filho e vá brincar no parque, assim ambos ganham com isto, na mobilidade que diminui o peso e no ganho de músculos, pois iram tirar a bunda do sofá.

E Sócrates sem entender nada, continua a pensar, com a facilidade em se saber da realidade dos fatos, como as pessoas compram gato por minhoca.

Há lógica em você ler três palavras de uma notícia e sair dizendo que é PHD em Harvard, sobre tal assunto e pior que isto, opinar e passar a ideia adiante. Quem lê apenas um trecho da manchete e sai por ai repassando uma noticia que você não sabe se é verdadeira, pode estar matando pessoas, colocando veneno no doce de crianças, vendendo gato por lebre e outras besteiras.

Quer falar sobre algo, opinar sobre um tema controverso, por favor, tenha certeza da veracidade dos fatos, leia toda reportagem, se acerque da credibilidade de quem lhe confidenciou a notícia, pois depois que repassar algo mentiroso, terá que arcar com as consequências. E não adianta dizer que jurava que era mulher, porém, só descobriu que era o João pé de mesa, quando foi apalpar e algo cresceu na sua mão.

Reflita, qual a necessidade de você passar parte do seu tempo ocioso, vendo televisão, onde os comerciais querem seu dinheiro (isto é bom ou ruim?) apresentadores mostram notícias sem pé ou cabeça (qual a utilidade disto?). Há fatos mostrados que não lhe servem para nada, então, não existe sequer, a possibilidade de saber se isto é verdade ou não e ainda, isto não lhe interessa.

Na corrida por um mundo melhor, os bobalhões estão de carrão V8 último tipo, já os espertalhões, andam de “milzinho”. Porém, perdem a corrida. Acreditam em tudo que os espertalhões dizem, por não verificarem se há credibilidade na notícia.

 

Paulo Cesar é colunista do CenárioMT

 

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