Uma doença que atinge o sistema nervoso central, cérebro e medula espinhal: essa é uma breve explicação sobre a esclerose múltipla. Ela é autoimune, o que significa que o corpo começa a atacar células saudáveis por acreditar que estão doentes. 

O organismo ataca principalmente o revestimento dos neurônios e isso resulta na interrupção dos impulsos elétricos, interrompendo a comunicação do cérebro com o sistema nervoso. Com o passar do tempo, o paciente pode ter perda da massa cerebral e atrofia muscular.

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Por conta dos sintomas variados, o diagnóstico nem sempre é rápido. Um estudo realizado pela revista SAÚDE apontou que 14% dos entrevistados demoraram mais de 5 anos para ter o diagnóstico, porém, a grande maioria (56%) conseguiu identificar a doença em menos de um ano.

Como a esclerose múltipla ataca o sistema central, ela pode causar danos diversos e isso dificulta a identificação da doença inicialmente, pois cada pessoa pode ter um sintoma em intensidade variada.


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Sintomas da esclerose múltipla

Apesar de não haver uma regra para quais serão os sintomas do paciente e nem em que ordem ou intensidade se manifestarão, algumas ocorrências são mais frequentes.

Nota-se que as primeiras manifestações da esclerose múltipla costumam ocorrer entre os 20 e 40 anos.

Desequilíbrio – A pessoa passa a ter dificuldade para andar e até mesmo para ficar de pé.

Intestino e bexiga – É normal ao longo da vida alterações no intestino e bexiga, mas quem possui esclerose múltipla pode ter os sintomas ampliados. A pessoa não sente necessidade de ir ao banheiro ou passa a ter uma urgência repentina.

Tremores – Eles são resultado da dificuldade de comunicação do cérebro com o sistema nervoso, causando movimentos involuntários por todo o corpo. Com o passar do tempo os tremores podem se acentuar ou intensificar.

Espasmos – Ocorrem contrações involuntárias dos músculos que podem ser bastante dolorosas.

Problemas visuais – Os problemas na visão podem ser os primeiros a aparecerem, causando dor nos olhos, visão dupla ou embaçada.

Fadiga – Ela pode se manifestar de forma intensa e repentina fazendo com que em alguns períodos a pessoa tenha muita energia. Pode ser também resultado do organismo tentando compensar os sintomas.

Dificuldade de fala – O problema começa a se manifestar em estágios mais avançados da doença e podem ser desde pequenas alterações na comunicação até casos mais graves, como perda da potência vocal e dificuldade em pronunciar as palavras de forma clara.

Alterações cognitivas – Podem ser afetadas as noções espaciais, localização, memórias e capacidade de percepção.

Intolerância ao calor – O aumento da temperatura faz com que a transmissão nervosa fique mais lenta e, quando exposto ao calor, o paciente tem uma piora dos sintomas.

Dores – As dores músculo-esqueléticas começam a ocorrer com maior frequência e costumam ter intensidade moderada. Elas podem ser crônicas ou agudas de curta duração.

Problemas sexuais – É possível que ocorram problemas sexuais, como a dificuldade de ereção, sendo possível encomendar tratamentos para disfunção erétil (você pode entender melhor sobre os tratamentos aqui).

Outros sintomas:

  • Formigamentos;
  • Perda de força;
  • Depressão;
  • Alteração na sensibilidade;
  • Coceira;
  • Perda da audição;
  • Diminuição da libido.

O tratamento para a esclerose múltipla

O tratamento consiste em controlar os sintomas e avanço da doença, uma vez que ainda não foi descoberta uma cura. Quanto mais cedo for descoberta, mais fácil será para realizar o tratamento e minimizar os danos.

A intenção do tratamento é de minimizar os surtos e a intensidade dos sintomas, fazendo com que fiquem mais espaçados e garantam mais qualidade de vida ao paciente.

Para isso são utilizados alguns medicamentos e há indicação da prática de exercícios físicos, redução do estresse e uma dieta equilibrada.

Quando os sintomas da esclerosa múltipla são percebidos é preciso buscar ajuda médica para que o quadro não se agrave rapidamente.