Avó é condenada a 186 anos por violentar netos e filmar abusos no DF

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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) condenou a aposentada Luzinete Lemos de Abreu, de 54 anos, a um total de 186 anos de prisão. Além de estuprar os quatro netos, ela fotografou e filmou cenas de sexo e pornografia com as crianças que tinham entre 1 ano e 6 anos de idade.

A avó foi presa em outubro de 2018, depois que a mãe das crianças denunciou o caso à Polícia Civil do Distrito Federal. A condenação ocorreu no início do mês de junho, mas só foi divulgada nesta terça-feira (18).


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Segundo a investigação policial, as vítimas foram três meninas de 1 ano, 2 anos e 4 anos, e um menino de 6 anos. O promotor de Justiça Criminal Cláudio João Medeiros, que atuou no caso, disse que os abusos aos quais as crianças foram submetidas dificilmente serão esquecidos por elas.

“O sistema de Justiça fez a sua parte, as crianças foram acompanhadas pelo Setor Psicossocial do Ministério Público, mas sabemos que os crimes intrafamiliares deixam marcas difíceis de serem superadas.”

O caso

Luzinete Lemos cuidava dos netos enquanto a filha, mãe das crianças, trabalhava. Uma das filhas da aposentada desconfiou que a mãe estivesse gravando imagens dela, nua.

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Ao pegar o celular de Luzinete, a adolescente de 17 anos encontrou fotos e vídeos dos sobrinhos. Imediatamente ela contou para a irmã, mãe das vítimas.

No celular e no computador de Luzinete, a polícia encontrou arquivos que comprovaram os abusos. O material foi reunido e o inquérito encaminhado para o Ministério Público (MP).

Segundo o MP, foi comprovado que a avó, além de produzir, fotografar, filmar e registrar cenas de sexo e pornografia envolvendo os quatro netos e a filha adolescente, “manteve conjunção carnal com a criança mais velha, de 6 anos, e praticou atos libidinosos com as outras”.

O MP ofereceu denúncia à Justiça que agora condenou a aposentada.

“A condenação demonstra que eventuais práticas de crimes envolvendo crianças, mesmo quando cometidos por seus familiares, serão punidos de maneira rigorosa”, afirmou o promotor.





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