Brasil e Marrocos firmam acordos para incentivar investimentos

O aumento das conexões aéreas bilaterais também está previsto

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Antonio Cruz/ Agência Brasil

O Brasil e Marrocos querem dinamizar o comércio bilateral e expandir mais os investimentos em suas respectivas economias. Este é objetivo dos acordos assinados hoje (13) pelo chanceler brasileiro Ernesto Araújo e o ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional do país africano Nasser Bourita.

Com um déficit de US$ 113 milhões no comércio bilateral com o Marrocos, no período de janeiro a maio deste ano, o Brasil busca, com os tratados assinados, reverter os números a seu favor. Os acordos envolvem as áreas de investimentos diretos, transportes aéreos, cooperação entre academias diplomáticas, defesa, eliminação de bitributação, intercâmbio e aplicação de tecnologia agrícola e negociações comerciais triangulares.

Na parte de transportes, os acordos vão estimular um maior número de conexões aéreas entre os dois países, a fim de estimular o turismo e a construções de instalações hoteleiras.

Segundo o chanceler Ernesto Araújo, os acordos são positivos porque fortalecem o diálogo bilateral e constroem políticas com base em um estatuto legal sólido “e não a partir de ideias abstratas”.

O embaixador de Marrocos no Brasil, Nabil Adghoghi, destacou a importância dos acordos como “um marco legal” destinado a facilitar as relações bilaterais. “Agora é montar uma estrutura de cooperação entre o Brasil e o Marrocos destinada a expandir não só o comércio como também estimular negociações sobre investimentos e projetos”.

Saara Ocidental

Durante o encontro, o ministro Nasser Bourita pediu o apoio do chanceler brasileiro à proposta marroquina de dar autonomia, mas não independência, aos habitantes do Saara Ocidental, território considerado pelas Nações Unidas como “não autônomo”. Em resposta, o ministro brasileiro disse que a proposta marroquina é “realista” e merece as “boas vindas” da comunidade internacional. O controle do território é disputado pelo Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário.