Índios Kayapó se comprometem a fixar valores e horários para balsa no Rio Xingu em MT

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Foto: Christiano Antonucci/Gcom

Os índios Kayapó, que fazem o controle da balsa no Rio Xingu, no município de São José do Xingu, a 931 km de Cuiabá, se comprometeram, nesta segunda-feira (3), em reunião com o governo do estado, a fixar preços e horários das balsas, para regularizar o tráfego na região.

A travessia, que dá acesso à MT-322, é a principal rota para escoamento da produção agrícola na região. Entretanto, usuários denunciaram a cobrança abusiva de pedágio por parte dos índios e falta de regularidade nos horários de operação do modal, além da falta de segurança.

A embarcação que os índios administram está localizada a 42 quilômetros de São José do Xingú, em uma reserva dentro do Parque Nacional do Xingu, no prolongamento da MT-322.

Até o momento, os preços praticados pelos indígenas eram de R$ 90 a R$ 100 para os carros pequenos e de R$ 400 a R$ 700 no caso de carretas.

No entanto, na reunião realizada entre representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e cerca de 20 lideranças indígenas do povo Kayapó, entre elas, o cacique Raoni Metuktire, os índios garantiram partir da semana que vem darão início à revitalização mínima da balsa e à fixação dos preços.

Os índios explicaram que, atualmente, a operação da balsa é coordenada por oito aldeias e, cada uma delas impõem sua forma de trabalhar. Entretanto, vão atender à reivindicação dos usuários e regulamentar o funcionamento do modal.

O secretário adjunto de Concessões e Logística da Sinfra, Huggo Waterson, explicou aos indígenas que é preciso realizar adequações e melhorias na estrutura da balsa, para que seja possível normatizar o funcionamento e assim, garantir a segurança do usuário.

O Ministério Público Federal e a Marinha deram um prazo de 60 dias para que os indígenas realizem as modificações necessárias na operação da balsa. A embarcação tem capacidade para carregar até três bitrens.