Aves fogem do clima de outros subcontinentes para repor energias e se reproduzir no Pantanal mato-grossense

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Foto: Marcelo Souza/ TVCA

Os biólogos já cadastraram cerca de 600 espécies de aves que vivem no Pantanal. Algumas ficam na região o ano inteiro. Outras são migratórias, como a águia-pescadora, que sai da América do Norte e viaja milhares de quilômetros para fugir do frio no inverno e repor as energias no Pantanal mato-grossense.

Além disso, algumas aves procuram a região para se reproduzir, pois encontram um ambiente favorável e alimento em abundância.

Segundo pesquisadores, a ave tralha-mar sai da América do Sul em determinadas épocas do ano, para buscar abrigo no Pantanal. Tempo depois, ela e outras espécies de outros subcontinentes retornam ao local de origem.

“No projeto corredor que fazemos desde o trecho de Cáceres até o Parque Nacional do Pantanal, esses dados são consistentes. É uma escala espacial, então podemos ter essas informações precisas em relação à distribuição dessas espécies ao longo do rio, em diferentes ambientes e períodos hidrológicos, pois as aves respondem de maneira bem efetiva a essas mudanças ambientais”, explicou.

Segundo Angélica, o levantamento é feito em baías da Estação Ecológica de Taiamã e no corredor ecológico do Rio Paraguai. Cada trecho do rio tem características próprias e, à medida que muda a paisagem, muda também as espécies de aves encontradas.

Ela ressalta ainda que, percorrendo a extensão do rio, é possível perceber que a planície vai se expandindo e forma grandes baías, como a de Uberaba e, nessas regiões, encontra-se uma predominância de aves aquáticas.

“Encontramos espécies que têm uma alimentação predominantemente piscívora, espécies insectívoras, que forrageiam por cima das plantas aquáticas, como as Andorinhas. Essas espécies são migrantes, então elas vêm em algumas épocas do ano, se alimentam, repõem as energias e voltam à América do Norte”, disse.