Justiça autoriza quebra de sigilo bancário e fiscal de filho de Bolsonaro

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O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) - Foto: Pedro França/Agência Senado

Depois de um tempo fora dos holofotes no caso Fabrício Queiroz (ex-motorista e assessor Fabrício Queiroz) o tumulto volta a atrapalhar a vida financeira do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

O jornal O Globo noticiou ontem (13) que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal do filho mais velho do presidente da República e de cerca de outras 90 pessoas no dia 24 de abril. A medida é consequência das suspeitas iniciais do Ministério Público do Rio de Janeiro de que, quando deputado estadual, Flávio cobrava a devolução de parte do salário dos funcionários, entre eles Queiroz, prática popularmente conhecida como “rachadinha” ou “Rachid”.

 

Flávio Bolsonaro tentou, sem sucesso, barrar a investigação no Supremo Tribunal Federal reivindicando foro privilegiado, disse ele usando a rede social para se manifestar sobre o caso.

 “Somente agora, em maio de 2019 — quase um ano e meio depois [da abertura da investigação na Assembleia Legislativa do Rio] — tentam uma manobra para esquentar informações ilícitas, que já possuem há vários meses.”

 



A verdade prevalecerá, pois nada fiz de errado e não conseguirão me usar para atingir o governo de Jair Bolsonaro. diz ele na rede social.

Não será nada fácil para Flávio e muito menos para o ex-motorista justificar os números que mostra em documento onde revelou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, incluindo depósitos e saques.

Vamos aguardar o desenrolar da investigação e que se prevaleça sempre a verdade.