Não tem tempo ruim na luta pela Educação Pública em Mato Grosso

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Nem mesmo a chuva torrencial que caiu na tarde de ontem, quarta-feira (24.04), em Cuiabá, inviabilizou a manifestação dos profissionais da educação pela Defesa e Promoção da Educação Pública, por Nenhum Direito a Menos e contra a Reforma da Previdência.

O Ato, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), em frente a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), fez o alerta ao governo Mauro Mendes: ou cumpre o compromisso com a Educação, e com os direitos dos profissionais, ou a categoria para as atividades no mês de Maio.

O presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, alertou sobre a resistência contra o desmonte de direitos implementado pela governo federal, atacando a aposentadoria dos trabalhadores e, principalmente, das trabalhadoras (82% das profissionais da educação).  Advertiu que o retrocesso implementado pelo governo Mauro Mendes não atinge apenas os direitos dos profissionais da educação, mas principalmente as condições necessária para educação de milhares de estudante no estado. “Com escolas sem estrutura física para funcionar e sem equipamentos e laboratórios para assegurar o aprendizado, não há educação de qualidade”, disse.

Durante todo o ato, conduzido pelo presidente da subsede de Cuiabá, professor João Custodio, foram citadas nomes de escolas da capital que estão entre as 453 unidade no estado que aguardam reformas. “Elas estão espalhadas por toda a cidade. Algumas, com águas caindo dentro das salas hoje, ou correndo o risco delas mesmas caírem”.

O secretário de redes municipais e ex-presidente do Sintep/MT, Henrique Lopes, destacou o equivocado modelo de desenvolvimento do estado como responsável pelo desmonte dos serviços públicos. Lopes lembrou que o agronegócio além de promover o alto risco social e ambiental não contribui com impostos para financiamento de Educação, Saúde e Segurança. E mais, afirmou que as prioridades do governo estão em assegurar os direitos dos poderes legislativo e judiciário penalizando os servidores do executivo.

O ato contou com a presença do Deputado Estadual Lúdio Cabral que reforçou a fala contra o modelo econômico de Mato Grosso destacando que, em um estado falido, o governo que arrecada ‘insuficientes’ R$ 20 bilhões em 2019, não renunciaria R$ 3,4 bilhões em isenções fiscais. “Um montante superior ao que é destinado as pastas da Educação, Saúde e Segurança Pública”, finalizou.



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