Caminhada em defesa da Educação em Várzea Grande é recebida pela Polícia

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O que era para ser uma manifestação pacífica, organizada pelo Fórum Sindical Municipal de Servidores Públicos no município de Várzea Grande, na quarta-feira (24.04), dia de defesa e promoção da Educação Pública, acabou em ocupação da Prefeitura, com a presença da Força Tática da Polícia Militar. “Esse é mais um ato de truculência da gestão municipal”, denunciou o presidente da subsede do Sintep de VG, Juscelino de Moura.

A caminhada do dia de paralisação estadual (24 de abril) promovido pela subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Pública em parceria com servidores da Saúde, tinha como objetivo cobrar o pagamento de recomposição dos salários, há três anos atrasados e enquadramento profissional, com atualização salarial, no município. Segundo relatos dos profissionais da Saúde, existem enfermeiros com mais de 35 anos de profissão recebendo pouco mais de um salário mínimo.

Contudo, o comunicado oficializado no dia anterior sobre o trajeto da caminhada, que cortaria as ruas no entorno da Prefeitura até chegar na Câmara de Vereadores, ganhou resposta inesperada com o bloqueio da guarda municipal. O impedimento gerou revolta dos manifestantes, que decidiram por levar a queixa diretamente para a mesa da prefeita Luzimar Campos.

Apesar da ocupação feita pelos trabalhadores exigindo audiência com a prefeita, ela repassou a responsabilidade para os secretários de Administração, Pablo Moraes, e de Comunicação, Marcos Lemos. Na reunião com a comissão dos servidores, na qual participou o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, foi encaminhado para 3 de maio um novo encontro para iniciar a implementação das reivindicações. “Com políticos só na pressão”, concluiu uma das manifestantes.

 

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