O Imea divulgou o custo de produção do milho mato-grossense de alta tecnologia para a safra 19/20, referente a março. De acordo com os novos dados, o custo operacional exibiu um incremento de 0,84% no último mês, ficando em R$ 2.675,53/ha.

Tal aumento foi pautado pela valorização do dólar, que refletiu nas despesas com fertilizantes e defensivos. Considerando um custo variável de R$ 2.398,58/ha e uma produtividade de alta tecnologia de 121,49 sc/ha, o ponto de equilíbrio, para que o produtor consiga cobrir seu custo variável, passa a ser de R$ 19,75/sc, contra R$ 19,52/sc na safra anterior.

Assim, mesmo com a estimativa de uma produtividade maior na safra 19/20, o ponto de equilíbrio já está 1,17% acima em relação à safra anterior, em virtude dos custos mais altos.

Dessa forma, em vista das indefinições quanto à produtividade da próxima safra, é importante que o produtor continue atento às oscilações das despesas, a fim de tornar viável a próxima safra.

Confira os principais destaques do boletim:

• O preço do cereal na bolsa B3 apresentou recuo de 3,32% e cotação média de R$ 34,37/sc. A entrada de oferta na primeira safra brasileira continua pautando a oscilação.



• O prêmio de exportação em Paranaguá (ago/19) exibiu alta de 0,57% na última semana, em vista da maior procura pelo cereal nos portos brasileiros.

• Apesar da queda na bolsa de Chicago (jul/19), a alta do prêmio de exportação (ago/19) somado com a valorização do dólar corrente fez com que a paridade de exportação (jul/19) encerrasse a semana com recuperação de 3,11%.

• O dólar corrente fechou a última semana cotado a R$ 3,91/US$, exibindo elevação de 1,32% em relação à semana anterior. A alta foi pautada, sobretudo, pelas preocupações no mercado doméstico quanto à tramitação da reforma da previdência.

AGREGANDO VALOR:

De acordo com a Unica, a região centrosul, onde está localizado Mato Grosso, acumulou uma produção de 791,43 mil litros de etanol de milho na safra 2018/19 do etanol brasileiro, o que representa um aumento de 51,76% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Tal crescimento se deve aos investimentos dos últimos anos nas indústrias de etanol à base do cereal em MT, visto que o estado aloca, atualmente, 50% das usinas produtoras do país, além de já estar previsto o funcionamento de novas usinas ainda em 2019.

Dessa forma, levando em consideração a expansão do biocombustível em MT e a sua localização geográfica, futuramente o estado pode ter a oportunidade de competir no abastecimento das regiões Norte e Nordeste do país, atualmente dominadas pelas importações de etanol dos EUA.

No entanto, para que isso seja possível, o principal obstáculo continua sendo a limitação da competitividade mato-grossense pelos entraves logísticos que o estado enfrenta.