Cassação de Selma agita bastidores da política

Carlos Fávaro e Adilton Sachetti, ambos derrotados na eleição passada, já anunciaram que querem se candidatar para uma possível eleição

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A decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que cassou o mandato da senadora Selma Rosane de Arruda (PSL), está movimentando os bastidores da política mato-grossense. Apesar da ex-magistrada só deixar o cargo após “referendo” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), políticos já estão se articulando para uma eventual nova eleição.

Até o momento, seis pessoas estão de olho na cadeira da juíza aposentada. Dentre eles, três saíram derrotados da eleição para senador no pleito do ano passado. Trata-se do ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB), do ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), e do ex-deputado federal Adilton Sachetti (PSC).


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Na tarde desta quinta-feira (11), inclusive, o social democrata, que atualmente responde pelo escritório de Mato Grosso em Brasília, já confirmou que irá disputar o novo pleito, caso o TSE mantenha a decisão que cassou Selma.

“Em respeito aos 434.976 votos que tive, de pessoas que confiaram em mim e nas minhas propostas e dos meus suplentes, sou candidato. Em respeito até os eleitores da senadora cassada, que confiaram que ela estava fazendo algo certo e lícito, sou candidato. Em respeito ao posicionamento dos juízes, da celeridade, do enfrentamento de não deixarem a coisa errada ficar encoberta. Não houve corporativismo [no TRE] e em respeito a eles, sou candidato”, acrescentou Fávaro.

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Assim como Fávaro, Sachetti também garante que irá se organizar para encarar a disputa. “Vou conversar e organizar o partido para disputarmos esta vaga sim”, garantiu o ex-parlamentar, frisando que ele só vai tomar alguma atitude após o julgamento do caso pela Corte eleitoral superior.

Já o PSDB, pode vir a encarar a disputa com duas candidaturas. Além de Leitão, que seria o candidato natural da legenda, tendo em vista que abriu mão de ir a reeleição a deputado federal para representar a sigla na disputa ao Senado em outubro do ano passado, o ex-governador Pedro Taques (PSDB), também derrotado nas urnas em 2018, pode ser o indicado do partido.

“O partido não irá se furtar de participar da eleição ao senado se o TSE mantiver esse entendimento. Quanto aos nomes, tivemos o ex-deputado Nilson Leitão, que disputou a eleição. Contudo, entendo que toda pretensão dos nossos filiados são legítimas, mas só iremos nos manifestar quando da decisão definitiva”, disse o presidente o PSDB em Mato Grosso, Paulo Borges.

Outros dois nomes também estão no páreo. Trata-se do deputado federal Nelson Barbudo (PSL) e do deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), que já se tornou um coringa para as disputas no Estado.

No entanto, Barbudo disse que o partido deve recorrer às instâncias superiores para que a senadora permaneça no cargo. Em nota, ele afirmou que a trajetória de Selma é indispensável e de grande importância no combate à corrupção em Mato Grosso. Somente se for confirmada a cassação, Barbudo admite ser o candidato do PSL.

A novidade dentre os pretensos candidatos é o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar tem sido um verdadeiro coringa do partido, tendo em vista que está sendo cotado para disputar vários cargos, como as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande.

Outros nomes ventilados são o deputado federal José Medeiros (Podemos), Rodrigo Rodrigues (PDT), Aladir Leite (PPL) e a superintendente do Procon/MT, Gisela Simona (PROS).

A juíza Selma Arruda foi cassada por unanimidade do pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na quarta-feira (10). A medida é reflexo de uma ação de investigação judicial eleitoral, na qual a congressista é acusada de caixa 2 e abuso do poder econômico na eleição do ano passado.





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