Criminoso clona WhatsApp de dentista para pedir dinheiro a amigos

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Um dentista de 29 anos foi vítima de um novo golpe que consiste em clonar o chip do celular para usar o WhatsApp e extorquir usuários. Por conta da situação, na última quinta-feira (21), ele registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, que investiga o caso. O criminoso rouba o número de telefone de uma vítima para acessar sua conta e entrar em contato com amigos e familiares para pedir o depósito em dinheiro, com a justificativa de que seu limite diário de transferência foi atingido.

O dentista contou que descobriu o golpe depois que um amigo ligou para confirmar um pedido de transferência para um fornecedor. No entanto, quem havia feito o pedido era o golpista e não o dentista. O amigo da vítima desconfiou da escrita e resolveu ligar para confirmar a situação.


“Resumindo, ele [o golpista] fez o escarcéu. Mandou mensagens para amigos, para meu pai, pedindo dinheiro, alegando sempre a mesma coisa. Inclusive mandou dados bancários, mas para cada um, era uma conta diferente”, relatou.

A vítima também procurou à operadora de telefonia, que informou não saber como proceder, já que o aplicativo de mensagens seria terceirizado. “O que eles podiam fazer era cancelar minha linha, porém, a fatura ainda estaria com minha linha de WhatsApp”, acrescentou. Por fim, ele conseguiu fazer o cancelamento da linha. Mas suspeita que o criminoso esteja tentando clonar novamente seu aplicativo.

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Procurada, a Polícia Judiciária Civil informou que em Cuiabá foi registrado apenas um caso de golpe, em que a vítima teve o aplicativo WhatsApp clonado e posteriormente dinheiro pedido a parentes e amigos. As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato, porém ainda não foi identificada nenhuma pessoa envolvida no crime.

O crime não envolve a quebra da segurança do WhatsApp. Em vez de adotar tecnologia sofisticada, os bandidos se aproveitam de uma aparente fragilidade no mecanismo de verificação de identidade de operadoras de telefonia.

Segundo polícia, os criminosos compram chips novos e ligam para a operadora para recuperar um número supostamente perdido junto com um celular roubado. Nesse processo, é possível que informações pessoais das vítimas, como endereço e CPF, também sejam usadas para enganar o atendimento via call center.

De posse do dispositivo ativado com o telefone, o golpista instala o WhatsApp no celular Android ou iPhone (iOS) e entra na conta do usuário. Caso o perfil não tenha proteção com PIN, o criminoso pode acessar grupos e contatos, além de usar foto e nome do dono original. A partir daí, vítimas podem ser enganadas mais facilmente.

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