Mato Grosso é pioneiro em financiamento para manejo sustentável

Linha de crédito estimula a valorização da floresta em pé, gerando emprego e renda

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Mato Grosso se tornou o primeiro Estado brasileiro a ter uma linha de financiamento específica para o manejo florestal sustentável. O lançamento da linha de crédito foi realizado nesta quarta-feira (20.03) em evento realizado em Sinop pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem), Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado de Mato Grosso (Sindusmad), Banco do Brasil, com apoio do WWF-Brasil e com participação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT).

“Justamente na véspera do Dia Internacional das Florestas, comemorado dia 21 de março, Mato Grosso é mais uma vez protagonista em iniciativas que visam a preservação das florestas, gerando riqueza e renda. O manejo florestal sustentável é hoje uma importante estratégia para o desenvolvimento sustentável”, comemora a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti. Durante o encontro, a gestora do órgão reforçou o papel estratégico da Sema para emissão dos títulos, como licenciamento, CAR e autorizações, que credenciam o empreendedor a solicitar o financiamento.


A medida é resultado de um longo processo de diálogo entre o ente financeiro e o setor de base florestal, com o apoio do WWW-Brasil. O aporte financeiro do Banco inclui apoio para as atividades de desenvolvimento de manejo florestal madeireiro sustentável, de formação de floresta comercial, de adoção de sistemas de gestão, de projetos de modernização do parque industrial, de exportação, de implantação de sistemas de geração e eficiência energética, além de aquisição de capital de giro. Os recursos disponibilizados serão oriundos de linhas de créditos como o FCO Verde, FCO Empresarial, BNDES Finame, Proger Urbano e Proex e acessíveis aos empresários dos municípios mato-grossenses através das respectivas agências bancárias.

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Sustentabilidade

O manejo florestal sustentável garante a floresta em pé por pelo menos 25 anos, uma vez que a exploração só pode ser realizada após autorização da Sema e com averbação do compromisso na matrícula do imóvel. Iniciada a retirada seletiva das árvores, que necessita de estudos técnicos para ocorrer, o empreendedor pode explorar a mesma área novamente após 25 anos ou caso comprove que o incremento da floresta foi igual ou superior ao volume retirado. Mato Grosso possui 2,8 milhões de hectares de floresta nativa sob manejo florestal sustentável e a meta é atingir 6 milhões de hectares até 2030 por meio de ações de fomento do Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI).