Hoje, dia 21 de março é comemorado o Dia Internacional de Síndrome de Down, cujo objetivo é promover a inclusão social e fazer discussões, junto à sociedade civil organizada, na busca de caminhos que levem a maior visibilidade sobre o assunto e romper barreiras e até preconceitos com pessoas com Síndrome de Down.

Ao contrário de que muitos pensam a Síndrome de Down não é uma doença, e sim uma falha genética, que acontece na divisão celular do óvulo, que resulta em um par a mais no cromossomo 21, chamada trissomia.


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Atualmente é possível fazer exame, ainda durante a gestão, que diagnostica a falha no cromossomo. O exame é chamado de translucência nucal. (exame que serve para medir a quantidade de líquido na região da nuca do feto, feito durante o ultrassom, realizado entre a 11ª e a 14ª semana de gestação. Este exame serve para calcular o risco do bebê apresentar alguma malformação ou síndrome, como a síndrome de Down)Fonte: www.tuasaude.com

De acordo com a psicóloga Regina Mara Rodrigues, que trabalha na escola especial Renascer – mantida pea APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), são constantes os desafios para as famílias e pessoas que lidam diretamente com o portador da Síndrome de Down.

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“Os desafios são muitos, pois essa síndrome tem vários níveis, para tanto há a necessidade de essas pessoas serem estimuladas precocemente para que todas as áreas sejam trabalhadas por acompanhamento de uma equipe multiprofissional. Primeiro passo é a estimulação, em seguida a alfabetização onde nem todos se alfabetizam. Há a questão do ingresso no mercado de trabalho é um desafio para o futuro, pois alguns têm a opção dos benefícios (aposentadoria), outros têm medo de se largarem mesmo na questão profissional”, comentou a psicóloga, afirmando a importância do apoio familiar e dos demais profissionais quando há a inclusão no mercado de trabalho da pessoa com a síndrome.

Dos pouco mais de 200 alunos matriculados na escola especial em Lucas do Rio Verde, 30 são portadores da Síndrome de Down. A entidade recebe alunos com idade a partir dos quatro meses de vida. De acordo com a fisioterapeuta Gisele Mendes, o trabalho realizado pelos profissionais inicia com a estimulação e de acordo com o desenvolvimento e crescimento dos alunos, é possível notar muitos fatores positivos.

Nos últimos 30 anos nós temos evoluído muito com a Síndrome de Down. Hoje em dia a expectativa de vida deles melhorou muito, praticamente dobrou. Antes havia uma expectativa de vida de 25 a 30 anos e hoje, o Down a gente tem histórico de 60 a 63 anos. Com o prognóstico, através da detecção precoce de algumas doenças, algumas comorbidades, podemos atuar mais rápido e melhorando a qualidade de vida e a saúde dessas pessoas”, afirmou a Mendes.

De acordo com a diretora da escola especial Renascer, Eli Betella, a entidade, através de todos seus colaboradores, visa oferecer o melhor atendimento possível em todas as áreas para o desenvolvimento do Down.

“Nós temos um carinho muito especial com nossos alunos. Os Down são pessoas, crianças muito carinhosas. São pessoas que fazem diferença na instituição com sua amizade, amor, carinho e com tudo aquilo que eles têm a oferecer”, comentou Betella.

No Brasil existem aproximadamente 300 mil pessoas com síndrome de down, segundo dados do IBGE. A inclusão dessas pessoas na vida escolar e profissional aumenta sua possibilidade de desenvolvimento, além de reforçar para sociedade a necessidade de respeito às diferenças, quaisquer que sejam.

FOTO: Facebook APAE-LRV
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