A demanda de soja brasileira no segundo semestre deverá ser racionada, segundo especialistas. Com alta demanda para exportação e um bom ritmo no consumo interno, os resultados de 2019 devem ficar abaixo do ano passado.

“Esse ano nós devemos terminar o ano com uma colheita de aproximadamente 113 milhões de toneladas. Se descontarmos o nosso consumo interno, que é de 45 milhões de toneladas, sendo 43 milhões para esmagamento e 2 milhões para semente. Descontando esses 113 mais os nossos estoques iniciais, que vão elevar para 115 milhões de toneladas, teríamos somente 70 milhões de toneladas para exportar, contra os 74 milhões exportados no ano passado, quando atingimos volume recorde. Então muito se fala sobre o recuo das exportações, mas caso aconteça, será mais por necessidade, por termos um menor saldo exportado esse ano, porque colhemos menos e tínhamos menos estoque.” disse Carla Mendes, jornalista do Notícias Agrícolas.


 

A partir desta quarta começa o outono no Hemisfério Sul. A chegada da estação prevê quedas nas temperaturas e mudanças nos padrões de chuva, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Além disso, a ocorrência do El Niño também acumula mais mudanças no clima, o que pede atenção dos produtores.

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“Realmente, nós vemos a chegada do Outono no Brasil e , durante essa estação, é comum que as primeiras formações de fenômenos adversos como nevoeiros na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, geadas nas regiões Sul e Sudeste e em pontos do Mato Grosso do Sul e até mesmo neve nas regiões serranas e nos planaltos da região Sul comecem a aparecer. Essas são informações que partem do INMET, e isso começa a impactar alguns pontos de produção agrícola do Brasil.”

 

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