A escola perdeu o respeito e ficou vulnerável à violência, diz senador

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Confúcio Moura lamentou, nesta quinta-feira (14), a tragédia ocorrida na cidade de Suzano (SP) Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Confúcio Moura (MDB-RO) lamentou a tragédia ocorrida na cidade de Suzano (SP). Para o parlamentar, o ambiente escolar é o equipamento público social mais importante de um bairro, mas ao longo dos últimos anos, perdeu o respeito e ficou vulnerável à violência.

— As escolas foram subindo muros cada vez mais altos, em grande parte, parecem mais cadeias. Então, passou a ser um ambiente de medo. A violência contra os professores, a falta de respeito e a falta de disciplina interna, na sala de aula, além do tráfico, da bandidagem, tudo isso vem prejudicando muito o equilíbrio das escolas brasileiras — acrescentou, nesta quinta-feira (14), em Plenário.

O senador chamou atenção dos governantes para a necessidade de mudança na educação do país. De acordo com ele, há grandes desafios, como a Base Nacional Comum Curricular, que foi aprovada em 2018, e deve ser implantada a partir de 2020. Para Confúcio, ela é boa e exemplar. O senador questiona porém, como implantar a BNCC sem a infraestrutura das escolas. Ele lembrou que a Base Nacional Comum Curricular tem um eixo essencial como a matemática, a língua portuguesa e o inglês com 1.800 horas por ano, e 20% das outras horas sendo destinadas às disciplinas paralelas, complementares.

Confúcio Moura observou que 85% das 54 vagas disputadas para o Senado foram renovadas e pediu seja feita uma revolução na educação brasileira. Ele ressaltou que existem leis e resoluções que precisam ser operacionalizadas.

— Para que renovar, se não é para aplicar essa força da renovação, no sentido de salvar os nossos jovens, que não estão aprendendo absolutamente nada e, depois, saem sem emprego, sem condição, desqualificados para um mercado de trabalho travado? É isso que nós devemos fazer. Esta é a mensagem do povo: vá lá, senador novo! Renove! Vá lá e mude o Brasil! Mude o Brasil mudando as pessoas! — concluiu.