Ex-presidente do Vasco Eurico Miranda morre aos 74 anos no Rio

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Eurico Miranda assumiu a presidência do Vasco pela primeira vez em 2001 - Foto: Paulo Fernandes

Morreu hoje (12) no Rio de Janeiro Eurico Ângelo Oliveira Miranda, aos 74 anos. Ex-presidente do Vasco da Gama e ex-deputado federal, Eurico foi vítima de um câncer no cérebro. O cartola lutava contra a doença há dez anos. Deixa esposa, quatro filho e oito netos.

Eurico Miranda foi o dirigente mais famoso e polêmico do clube de São Januário, na zona norte do Rio de Janeiro. Foi presidente do clube em dois períodos, de 2001 a 2008 e de 2014 a 2017. Nesta última etapa, conquistou o tricampeonato carioca de futebol.


Entretanto, foi como vice-presidente na gestão de Antônio Soares Calçada que ele teve a passagem mais marcante pelo Vasco da Gama, entre 1986 a 2000. Foram seis conquistas estaduais, três brasileiros, uma libertadores, uma Mercosul e um Rio-São Paulo.

Esta campanha inesquecível do clube garantiu a Eurico a eleição e reeleição para o Congresso Nacional. Foi eleito deputado federal nas eleições de 1994 e 1998. Durante o seu mandato parlamentar, foi um dos investigados na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades do futebol brasileiro.

Dos três rebaixamentos do clube para a segunda divisão do futebol, Eurico foi presidente em dois: 2008 e 2015. Sempre polêmico, muitas vezes proibiu a entrada de órgãos de imprensa e de determinados jornalistas de entrarem na sede do Vasco, em São Januário.

Em 2017, tentou ser eleito mais uma vez presidente do Vasco, mas acabou derrotado.

 

Confira a Nota do Vasco

O Club de Regatas Vasco da Gama lamenta profundamente o falecimento, aos 74 anos, do Presidente do Conselho de Beneméritos e ex-Presidente da Diretoria Administrativa do Clube, Eurico Miranda.
Formado em Fisioterapia e Direito, Eurico Ângelo de Oliveira Miranda nasceu em 7 de junho de 1944 na cidade do Rio de Janeiro. Aos 23 anos, em 1967, ingressou nas atividades administrativas do Clube, tornando-se Diretor de Cadastro. Durante a década de 70, participou ativamente da vida política do Clube. Em 1979, ao lado de outros vascaínos de renome na época, formou um grupo de oposição (União Vascaína) ao então Presidente Agathyrno da Silva Gomes. No ano seguinte, com a eleição de Alberto Pires Ribeiro, tornou-se Assessor Especial da Presidência e representante do Clube na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ).
Na década de 80, ganhou notoriedade ao participar ativamente das negociações para a repatriação do ídolo Roberto Dinamite – então no Barcelona. Em 1982 e 1985, concorreu à Presidência da Diretoria Administrativa – ambas as eleições vencidas por Antônio Soares Calçada. Em 1987, a convite do próprio Presidente Calçada, assumiu a Vice-Presidência de Futebol, cargo que deixaria apenas para se tornar Presidente do Clube, em 2001.
Durante os quase 14 anos à frente do Departamento de Futebol, contribuiu para a conquista dos títulos da Copa Libertadores (1998), da Copa Mercosul (2000), de três Campeonatos Brasileiros (1989, 1997 e 2000), de um Rio-São Paulo (1999) e de seis Campeonatos Estaduais (1987, 1988, 1992, 1993, 1994 e 1998). Em 1989, assumiu a Diretoria de Futebol da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No mesmo ano, a Seleção Brasileira conquistou a Copa América depois de 40 anos. Foi também de Eurico Miranda a ideia de criar a Copa do Brasil, competição que há muito tempo tornou-se uma das mais importantes do calendário do futebol brasileiro.
Em 2001, Eurico Miranda assumiu seu primeiro mandato como Presidente da Diretoria Administrativa do Clube. Foi reeleito em 2004 e 2007. Deixou o cargo em 2008. Em 2014, voltou a ser eleito para o triênio 2014/2017. Em 2018, assumiu a Presidência do Conselho de Beneméritos.
Na década de 90, por duas vezes, Eurico Miranda foi eleito deputado federal, ambas pelo Partido Progressista Brasileiro (PPB), em 1994 e 1998.
Eurico Ângelo de Oliveira Miranda era um dos três ex-Presidentes da Diretoria Administrativa do Club de Regatas Vasco da Gama vivos – os outros são Antônio Soares Calçada e Roberto Dinamite. Ele deixa esposa (Sylvia Miranda), quatro filhos (Eurico, Álvaro, Mario e Sylvia) e sete netos.
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