Presidente da ALMT contrata buffet por R$ 1,5 milhão que inclui no cardápio carré de cordeiro andino, frutos do mar e queijo brie

As empresas contratadas devem fornecer, entre outros pratos, suflê de bacalhau com endivas, filé de filhote grelhado com creme de jambu, purê de cupuaçu, filé-mignon ao funghi porcini, risoto de damasco para atender os deputados.

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O presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (PSB), é um dos denunciados — Foto: Marcos Lopes da Silva/ALMT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (DEM), assinou dois contratos para a serviços de buffet que, somados, ultrapassam R$ 1,5 milhão.

As empresas contratadas devem fornecer, entre outros pratos, suflê de bacalhau com endivas e queijo brie, filé de filhote grelhado com creme de jambu, purê de cupuaçu, filé-mignon ao funghi porcini, risoto de damasco e castanha da região, salada conchiglie com atum, pirarucu defumado ao leite de castanha, mix de frutos do mar com espuma de coco natural, pesto de manjericão e carré de cordeiro andino,

Uma das empresas vai receber R$ 609 mil, enquanto outra vai receber dois lotes: o primeiro no valor de R$ 602 mil e o segundo no valor de R$ 370 mil.

A publicação dos dois contratos foi feita no dia 30 de janeiro e eles têm validade de 12 meses.

O fornecimento se divide em brunch, coffee break, almoço e jantar.

Após a repercussão na mídia, a assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa disse que o presidente pediu o cancelamento dos contratos e que o ato deve ser publicado no Diário Oficial de amanhã, quinta-feira (28).

Cada um dos 24 deputados estaduais gasta mais de R$ 160 mil por mês. Além da verba indenizatória de R$ 65 mil e do salário de R$ 25 mil, recebe verba de gabinete e outros auxílios e gratificações.

Duodécimo

O duodécimo previsto para ser repassado este ano para o Poder Legislativo é de R$ 506 milhões . O montante é usado pelas instituições públicas e pelos poderes para a compra de equipamentos, material de trabalho, pagamento da folha salarial e outras despesas.

O repasse é dividido em 12 vezes e cada instituição tem o direito garantido na Lei Orçamentária Anual (LOA) de receber uma porcentagem da receita corrente líquida do estado.

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