O agricultor rural que matou agrônomo se apresentou na presença de um advogado na delegacia de Polícia Civil de Juara, nesta quinta-feira (21), para contar sua versão sobre o assassinato do engenheiro agrônomo Silas Henrique Palmieri Maia, de 33 anos, que residia em Sinop. O fato ocorreu na última segunda-feira (18) em Porto dos Gaúchos.

Após o interrogatório, o acusado ficou detido por força do mandado de prisão expedido pela Justiça de Porto dos Gaúchos em decorrência de requerimento Ministerial.

Em depoimento, o acusado confessou o crime, mas alegou que não o premeditou. “Ele disse que a vítima foi à sua fazenda e estaria atrapalhando o andamento dos trabalhos e causando constrangimento. Disse que passou pelo local quando avistou a vítima, pegou a arma de fogo e disparou. A intenção inicial, segundo ele, era dar um susto na vítima e apenas tocar o rosto do agrônomo, mas a arma disparou. Ele ainda diz que não se recorda que fez outros disparos”, contou.

Ainda durante o interrogatório, o acusado informou que deixou a arma usada no homicídio  em frente à delegacia de Tabaporã. A arma será levada à delegacia de Porto dos Gaúchos para encaminhamento ao IML.

O agricultor passará por audiência de custodia perante o juiz da terceira Vara Criminal de Juara. “O inquérito policial está em avançado estágio de elucidação. Com o laudo pericial de necropsia já feito e o laudo da arma de fogo vamos finalizar o inquérito”, destacou o delegado.

O Caso

Silas Henrique Palmieri Maia foi morto com tiros na cabeça após cobrar uma dívida em uma fazenda da região.

Conforme a Polícia Civil, a vítima foi levada para o Hospital Municipal de Porto dos Gaúchos e os médicos tentaram reanimá-la em cima da caminhonete em que foi levada.

A testemunha, que levou Silas até o hospital, disse que estavam em uma lanchonete, na comunidade de Novo Paraná, e não perceberam quando um homem chegou por trás deles e efetuou vários disparos na cabeça de Silas, que caiu já, aparentemente, morto.

Em seguida o autor do crime saiu andando em direção ao seu veículo, olhando para trás para se certificar que havia matado à vítima.

Silas trabalhava como consultor de vendas em uma empresa de insumos de Sinop, a 503 km de Cuiabá.