Conectar ambientes e unir pessoas!

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Atualmente vivenciamos uma onda variada de tecnologia a qual nos leva a refletir sobre alguns aspectos e consequência destas no nosso cotidiano. Inovar lugares através de inteligência artificial significa unicamente conectar pessoas a coisas? O que é realmente um ambiente transformado por estas ferramentas? Qual a sua real serventia?

Ambientes inteligentes e inovadores são aqueles que conectam principalmente pessoas a pessoas, fazendo-as surfar em um mar de transformações positivas.  O planeta apesar de conectado ainda é desigual, clusters em países desenvolvidos tem como prioridade investimento em ciência e tecnologia como arma poderosa de progresso enquanto outros países vão ficando para o final da fila.

Inovação tecnológica é preciso para diminuir desigualdades, popularizando ações antes ditas distantes, gerando grandes oportunidades em todas as áreas, desenvolvendo lugares sob o selo da inteligência e seu dinamismo, tais como exemplos de hoje onde uma câmera fotográfica ou filmadora no celular conecta quase toda população, tornando possível através de aplicativos acionar todos os tipos de serviços para solucionar problemas do cotidiano. Saber onde encontrar pessoas e serviços, demandar para empresas privadas ou publicas a solução de problemas do nosso cotidiano. Realmente tudo vai mudar ainda mais.

Na construção civil não poderia ser diferente, novas tecnologias como impressão 3D, automação dos ambientes sendo controlados a distâncias, entre tecnologias que vem contribuir com novas técnicas de construção e sustentabilidade ganhando agilidade e menos desperdício, já é realidade. Para essas tecnologias já existem bastantes materiais disponíveis e, pode acreditar muitos ainda estão por vir.

Hoje com a tecnologia BIM (Building Information Modeling – Modelagem de Informações da Construção), é possível criar digitalmente um ou mais modelos virtuais precisos de uma construção. Essa nova plataforma vem para realmente chegar e imprimir uma qualidade em todas as obras com orçamentos exatos, com qualidade e sem interferências recorrentes que existem no atual sistema tradicional de construção.

Logo vamos morar em uma Smart City, termo utilizado para definir cidades inteligentes, onde vamos conviver com veículos autônomos, iluminação pública que vai acompanhar seu deslocamento, controle de resíduos produzidos por bairro, semáforo inteligentes que controlam o trânsito e podem fazer a leitura de buracos e já geram uma demanda para Prefeitura fazer o reparo, e todos os tipos de soluções.

Enfim… Apesar de toda esta exuberante onda, a tecnologia deve manter as relações humanas como prioridade, aproximando-nos, igualando-nos, facilitando assim um mundo mais inteligente, entre homens e máquinas.

Marcel Saad é arquiteto e membro da equipe do Parque Tecnológico da Secitec.