Chanceler brasileiro discute Venezuela na OEA e no Congresso dos EUA

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O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, conversou ontem (6) com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, e a embaixadora venezuelana designada para o Brasil, María Teresa Belandria. Em pauta, o agravamento da crise na Venezuela em meio ao impasse que acentua os problemas humanitários na região. O assunto também foi tratado na reunião do chanceler no Congresso norte-americano.

Araújo disse que tanto Almagro como também os parlamentares norte-americanos têm preocupações semelhantes às do Brasil em relação aos acontecimentos na Venezuela. De acordo com ele, há um “interesse em contribuir com a transição democrática” no país vizinho.


O chanceler descartou a possibilidade de diálogo, lançada pelo Grupo de Contato, integrado por países europeus, México e Uruguai, entre outros, que defende negociações entre o presidente Nicolás Maduro, em contraposição ao que afirma o Grupo de Lima, que apoia a interinidade do governo de Juan Guaidó e rechaça a atual gestão.

“Se querem fazer qualquer tipo de contato é entre quem e quem? Se o governo legítimo não está representado, não considera útil este processo, não está representado”, afirmou o chanceler.

O Grupo de Contato convocou para hoje (7) reunião extraordinária, em Montevidéu (Uruguai), para discutir alternativas em busca de uma solução negociada para a crise na Venezuela.

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Almagro, na sua conta no Twitter, reiterou a posição de Araújo. “Hoje dialogamos com o chanceler do Brasil, Ernesto Araújo, sobre a situação na Venezuela: o apoio a Juan Guaidó e nossa rejeição a outro falso diálogo que somente oxigena a ditadura”, ressaltou.

Embaixadora

O chanceler recebeu hoje, na Embaixada do Brasil em Washington, María Teresa Belandria, designada representante da Venezuela para o Brasil, pelo presidente interino Juan Guiadó. “Ela está com grande expectativa de chegar ao Brasil, será importante para sabermos sobre a visão do governo Juan Guaidó”, ressaltou Araújo.

De acordo com Araújo, a futura embaixadora afirmou que uma das preocupações com Guaidó diz respeito à forma como ocorre a devastação do meio ambiente na região Amazônica venezuelana.

Na sua conta no Twitter, María Teresa Belandria se apresenta como advogada com doutorado em ciências políticas e professora em direito internacional público e em artes.

Ontem (5) foram escolhidos também os embaixadores David Olsen, para o Paraguai, e María Teresa Romero, para a Guatemala.

Edição: Fernando Fraga