Senadores eleitos em 2018 para representar Mato Grosso, Selma Arruda (PSL) e Jayme Campos (DEM) começaram a atuar no Congresso Nacional, na segunda-feira (4), primeira sessão solene conjunta do Senado e da Câmara Federal. Eles foram eleitos para um mandato de oito anos. Outro senador pelo estado é Wellington Fagundes (PR), eleito em 2014, que ocupará a vaga por mais quatro anos.

Selma Arruda foi a candidata mais votada no estado. Foi juíza por 27 anos e, antes de se aposentar, atuou na 7° Vara Criminal, onde se destacou por determinar a prisão do ex-governador Silval Barbosa e secretários do governo dele que se envolveram em esquemas de pagamento de propina.


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Para ela, não há como trabalhar no desenvolvimento do país enquanto a corrupção existir e a sociedade tiver sob o domínio de facções criminosas. As principais bandeiras que devem ser defendidas pela senadora serão o combate contra a corrupção e a criminalidade.

“Durante a judicatura, principalmente ao final da carreira, percebi que trabalhava muito e não tinha resultado prático daquilo que fazia, e percebi que isso acontecia porque a legislação era muito falha, principalmente no que diz respeito aos crimes de corrupção. Então, depois de muito me desgastar, resolvi sair do lado de cá e ir atrás da mudança dessa legislação”, ressaltou.

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Jayme Campos venceu todas as seis campanhas que disputou. Ele foi prefeito de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, por três mandatos. Além disso, foi governador do estado e exerce o segundo mandato de senador.

Ele avaliou que o Brasil vive, atualmente, uma crise moral e financeira e ressaltou que pretende criar projetos de lei que beneficiem as classes menos favorecidas que são vistos às margens dos direitos constitucionais.

“Precisamos construir um país com várias oportunidades e com mais justiça social. Fazer uma revisão no Pacto Federativo urgentemente. Devemos discutir sobre uma nova revisão tributária brasileira. Precisamos construir um estado melhor e mais justo”, afirmou.

Ele foi eleito a um cargo público pela primeira vez em 1990, assumindo cadeira na Câmara dos Deputados. Foi reeleito cinco vezes para a vaga, em 1994, 1998, 2002, 2006, 2010 e, em 2014, se elegeu senador pelo estado.

Eleito a um cargo público pela primeira vez em 1990, assumindo cadeira na Câmara dos Deputados e reeleito por cinco vezes para a vaga, Wellington Fagundes, foi eleito senador em 2014 e se afastou do cargo para disputar o governo de Mato Grosso, mas perdeu a eleição. Agora ele volta para o Congresso para cumprir o restante do mandato.

Wellington ressaltou que as prefeituras devem estar interligadas ao governo para que possam receber recursos suficientes para investir nos projetos e programas criados para atender a população.

“Esse governo terá a sensibilidade de fazer com que o pacto federativo do municipalismo, seja a melhor força aliada do governo, pois tudo que é centralizado fica mais caro, e até chegar o benefício para o cidadão demora muito. Com isso, o grande parceiro do governo deve ser as prefeituras”, disse.

Reformas

Os senadores começaram os trabalhos de 2018 discutindo as principais reformas que devem ser trabalhadas durante o mandato.

Para o primeiro ano de mandato, a senadora Selma Arruma prevê a modificação de vários artigos do Código Penal.

“Precisamos diminuir essa sensação de impunidade que hoje beneficia criminalidade. Um dos artigos a serem mudados será a forma de se contar a prescrição, pois os crimes prescrevem muito rapidamente e isso dá uma sensação de impunidade muito grande às pessoas. O crime provoca uma cadeia de prejuízos, o custo social para o crime é muito alto”, ressaltou.

Já o senador Jayme Campos pretende trabalhar em projetos relacionados à Previdência Social e mudança de leis.

“Discutimos a possibilidade de manter a previdência pública e uma previdência privada. Temos que ter um marco regulatório, criar uma nova legislação daqui para frente, mas manter os direitos já conquistados. Junto com os demais senadores, pretendo criar a abancada da fronteira, para podermos fechar essa fronteira seca, evitarmos o narcotráfico, evitarmos o contrabando das armas e trabalhar dentro de tantos outros projetos que nós temos”, pontuou.

Wellington Fagundes disse que vai aplicar projetos que beneficiem as reformas tributárias.

“Atualmente, temos uma carga de impostos muito alta que, para o comerciante e empresário atender essa burocracia, gasta-se muito, e isso não vem em benefício direto ao povo. A reforma tributária é fundamental”, avaliou.





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