Conselho do Sintep/MT define pauta de luta para deliberação em Assembleia Geral

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Estado de Greve, Assembleia Permanente, mobilização estadual unificada em 12 de fevereiro e realização do 2º Conselho de Representantes para março. Esses foram os principais pontos de pauta encaminhados pelo  1º Conselho de Representantes do Sindicatos dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) de 2019, para a rede estadual. As pautas nortearão os debates da Assembleia Geral desta segunda-feira (04.02), no ginásio da Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. 

A categoria, com referendo de 104 municípios representados na plenária de dois dias, deliberou coletivamente sobre o contra-ataque aos desmontes da Educação Pública e dos direitos dos profissionais tanto da rede estadual como das redes municipais em Mato Grosso.

Segundo o presidente do Sintep/MT os relatórios apresentados pelos grupos regionais revelaram que muitas das políticas educacionais implantadas na era Temer e Taques iniciaram o processo de desmonte das práticas pedagógicas. E que, na atual gestão Bolsonaro e Mendes, foram reforçadas com medidas ainda mais graves para a carreira dos profissionais da educação e para o direito de acesso à educação pública e de qualidade.

“A nossa orientação será para o enfrentamento, com a adesão na paralisação unificada dia 12. Defendemos o estado de alerta e a assembleia permanente, podendo nos mobilizar para uma greve a qualquer momento. Pois, uma mobilização imediata deixaria de fora os contratados, que ainda não atribuíram aulas. Contudo, as deliberações ficarão nas mãos da base”, afirmou.

Nos debates foram destaques questões vivenciadas pelo modelo de educação da Escola Plena, Escola Militar, ameaça da Reforma do Ensino Médio na formação dos jovens, o Piso Salarial Profissional Nacional em vigor desde 2008, contudo um desafio em muitos municípios, o ataques a carreira com os Plano de Cargos e Remuneração (PCR). E, claro, o pacote de maldades do governo Mauro Mendes, que arrocha ainda mais as conquistas da carreira, na rede estadual, assim como compromete as políticas educacionais defendidas pelos educadores e pelas educadoras da escola pública.