Lúdio defende união dos novatos para impedir pacotão de Mendes

Mandato da atual legislatura termina no dia 31 de janeiro; Governo tem pressa em aprovar medidas

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O deputado estadual diplomado Lúdio Cabral (PT) defendeu que os parlamentares novatos usem a eleição da Mesa Diretora para forçar que o pacote de medidas do governador Mauro Mendes (DEM) não seja votado em sua integralidade no mês de janeiro e fique para a próxima legislatura, com início em 1º de fevereiro.

 


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A ideia do petista é que os 14 novos deputados se unam para formar uma chapa, que seria contrária ao atual presidente Eduardo Botelho (DEM), que tenta a reeleição.

 

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Caso isso ocorresse, o atual presidente conseguiria no máximo 10 votos, que seriam dos parlamentares reeleitos.

 

“Eu vinha esperando chegar mais próximo da posse para fazer o debate sobre Mesa Diretora, mas começo a refletir, diante de todas essas medidas, que os novos deputados têm que começar a exercer sua prerrogativa de natureza política nessas questões”, afirmou ele.

 

A ideia do petista é usar as articulações da Mesa Diretora, mostrando a união dos novatos, para forçar a Assembleia a prorrogar as votações para depois do dia 1º de fevereiro.

 

Acho que os novos deputados precisam começar a nos movimentar de verdade, independente do posicionamento ideológico

 

“A maioria do conteúdo dessas propostas tem que ser debatido pela próxima legislatura. Não podem ser aprovados agora. Por uma questão de legitimidade política. E nós temos que colocar isso aos atuais deputados que foram reeleitos. Qual é o posicionamento deles em relação a isso? A partir daí, pensamos em uma composição para eleição da Mesa”, disse.

 

Lúdio já afirmou que os parlamentares que não foram reeleitos não possuem legitimidade política para votar as medidas do atual governo.

 

Ele defendeu que os novatos se encontrem e tratem sobre a possibilidade de união, mesmo que haja divergências políticas no grupo. Um deles é o do novato Ulysses Moraes (DC), ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL).

 

“Eu acho que os novos deputados precisam começar a nos movimentar de verdade, independente do posicionamento ideológico. Até agora, eu não participei de nenhuma movimentação e acho que está na hora de começarmos a nos movimentar”, afirmou.

 

“Ninguém me procurou para pedir voto da eleição da Mesa. E eu acho que é muito cedo para apresentação de nomes. Temos que debater uma composição de natureza política para a Mesa Diretora da próxima legislatura. Eu não quero que propostas com esse conteúdo sejam aprovadas agora sem a nossa a participação”, completou.





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