MTI é pouco conveniente para sociedade, diz Pivetta ao defender o fim da empresa

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A MTI mostra não ser conveniente para a sociedade mato-grossense e ponto. É isso
Otaviano Pivetta


 

O vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) defendeu a proposta feita pelo governador Mauro Mendes (DEM) de extinguir, entre outras organizações públicas, a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI). O sindicato que representa os trabalhadores da empresa pública emitiu nota afirmando que a extinção da MTI pode trazer riscos à segurança das informações do governo.


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Pivetta rebateu a entidade e afirmou que, ao comparar o custo da empresa com os resultados produzidos nos últimos anos, a existência da MTI não é “conveniente” ao Estado. “Essa questão da segurança de dados tem seu ambiente para ser discutido. Eu não tenho nenhuma preocupação quanto a isso, até porque os dados governamentais são públicos, não há porque se preocupar com isso”, declarou Pivetta nesta segunda (14), após reunião com 11 deputados novatos no Paiaguás.

Ele defendeu a atitude de Mauro de tomar a decisão logo no início de seu governo. “Eu acho que foi uma decisão tão precipitada pelo governo Mauro como foi abandonada pelas gestões anteriores. É um assunto que tem que ter um fim. A MTI mostra não ser conveniente para a sociedade mato-grossense e ponto. É isso”, afirmou o vice-governador.

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O pedetista negou ainda que haja a possibilidade de que os serviços de tecnologia da informação do governo sejam repassados à iniciativa privada por meio de concessão. Segundo ele, o Estado vai adquirir os produtos a preço de mercado, assim como ocorre em diversos locais.

A empresa possui 400 servidores, dos quais 80 já aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), implantado no último bimestre de 2018. Foi fundada em 1973, em Campo Grande (MS), antes da divisão do Estado, e surgiu como uma empresa pública de economia mista e se chamava Centro de Processamento de Dados de Mato Grosso (Cepromat), mudando para MTI em 2016.

Em 2018, o orçamento da MTI foi de R$ 174,6 milhões. A empresa atende 174 clientes entre Estado, municípios e órgãos federais, além dos demais Poderes, fazendo a manutenção de sistemas como a Nota Fiscal Eletrônica, da Secretaria de Fazenda (Sefaz).

Além da MTI, o governador Mauro Mendes pretende extinguir Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás), Desenvolve MT, Central de Abastecimento do Estado de Mato Grosso (Ceasa), e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

 

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