Departamento de Homicídios do RJ terá foco em investigações paradas

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O recém-inaugurado Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), criado para substituir a Divisão de Homicídios (DH), terá como foco principal a elucidação de assassinatos que estão com as investigações paradas no Rio de Janeiro. Para dar conta de toda a demanda, a unidade receberá em breve dez novos profissionais, entre agentes e delegados.

O diretor do DGHPP, delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, explica que a unidade vai retomar todas as investigações sem solução que ocorreram nos últimos 20 anos – tempo de prescrição do crime de homicídio. Segundo ele, todos os tipos de morte serão tratados da mesma forma.

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“Se foi milícia, contravenção, tráfico ou qualquer outra organização criminosa, nós vamos chegar. A gente vai fazer de tudo para a investigação andar.  Melhorando o número de resolução dos casos, nós vamos começar a atacar as organizações criminosas, que são os principais fatores de homicídio no Rio de Janeiro”, afirma o delegado.

Embora o foco seja as organizações criminosas, o grupo também dará atenção às outras modalidades de homicídio, como latrocínio e feminicídio.


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Atuação

A equipe do DGHPP fará um balanço de assassinatos não solucionados para identificar a taxa de elucidação de crimes da DH, que cuidava desses casos. Para isso, os casos serão divididos em cinco categorias: latrocínio, feminicídio, homicídios de agentes de segurança pública e policiais e outros homicídios.

“Nós já sabemos, por exemplo, que feminicídio tem um nível altíssimo de resolução. Crimes contra policiais, já chegamos em uma época de 50% [de taxa de elucidação]”, adianta o delegado.

Ele afirma ainda que a meta do Departamento Geral de Homicídios é diminuir consideravelmente o número de homicídios, bem como aumentar o índice de resoluções. “Essa já é uma prática na Polícia Civil, então em cima dos dados de anos anteriores, nós vamos trabalhar para estar sempre cumprindo esse objetivo”, reforça.

Reforço

Além dos dez novos profissionais, a DGHPP receberá em breve novos agentes recém-formados, que aguardam serem alocados. Segundo o delegado Nunes, duas novas delegacias de homicídio também serão abertas: uma em Volta Redonda, interior do Rio, e a outra em Macaé, na Região dos Lagos.

A Baixada Fluminense também tem a previsão de receber uma Delegacia de Descoberta de Paradeiro, que, por enquanto, só funciona no município do Rio.

*Estagiária sob supervisão de Mario Toledo

Edição: Sabrina Craide