A insulina é um hormônio que atua como uma chave, facilitando a entrada de glicose nas células, para que ela seja usada como energia para o funcionamento do corpo. Quando a insulina não age corretamente (mesmo que produzida rapidamente), ocorre acúmulo de glicose na corrente sanguínea.

Muitas pessoas acometidas pela resistência insulínica não sentem sintomas e convivem com o problema durante longos períodos sem percebê-lo, porém, esse quadro pode provocar manchas escuras (Acantose nigricans) na pele, principalmente no pescoço, cotovelos, joelhos, mãos e axilas.


Fatores associados à resistência insulínica

Sedentarismo, sobrepeso, hipertensão, tabagismo, baixo nível de colesterol HDL (o bom), índices elevados de triglicerídeos, histórico familiar positivo para o diabetes tipo 2, doenças cardíacas ou diabetes gestacional, são fatores de risco para o desenvolvimento da resistência insulínica.

Como diagnosticar a resistência insulínica

O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais (medição da glicemia em jejum e análise das curvas de intolerância à glicose). Após coleta de sangue a fim de analisar a glicemia de jejum, o paciente é submetido a uma sobrecarga de glicose.

O diagnóstico precoce da resistência insulínica é essencial para prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2, pois o excesso de glicose no sangue é tóxico para as células-beta do pâncreas, que são as responsáveis pela produção de insulina endógena.

Como prevenir e tratar a resistência insulínica

A adoção de hábitos de vida saudáveis é fundamental para pausar esse processo, ajudando a retardar ou evitar o surgimento do diabetes tipo 2.

A prática regular de atividades físicas e uma alimentação equilibrada são necessárias. Medicações que diminuem a intensidade da resistência insulínica, como a metformina, também podem ser prescritas pelo médico. Por fim, perder peso também contribui para amenizar a resistência insulínica, pois a gordura abdominal está intimamente ligada à diminuição da função exercida pela insulina, que é diminuir os níveis de glicose no sangue.

A síndrome metabólica está relacionada à resistência insulínica. Quem tem esse distúrbio apresenta, ao menos, três das seguintes características: acúmulo de gordura abdominal, baixo índice de HDL, alto nível de triglicerídeos, hipertensão, e hiperglicemia. A presença destes fatores eleva as chances de desenvolver diabetes, doenças cardíacas e derrame.

Recomenda-se avaliações médicas regulares. Afinal, quanto mais cedo o transtorno for diagnosticado, melhor o prognóstico, evitando possíveis complicações.

Paulista de Taubaté, Aldo José dos Santos é médico generalista graduado pela UNITAU. Colabora também no portal Leet Doc

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