A colheita deve se intensificar nos próximos 10 dias, mas a produtividade gira em torno de 52/55 sacas por hectare, abaixo das 60/65 esperadas para essa safra. Travamento de custos com vendas antecipadas devem evitar dificuldade de fechar a conta neste ano, mas perspectivas para 2019/20 assusta os produtores.

 

A região de Lucas do Rio Verde/MT registrou um mês de novembro muito chuvoso e um dezembro com muito Sol e chuvas caindo apenas de maneiras pontuais, o que prejudicou o melhor desenvolvimento das lavouras de soja. Com as colheitas já se iniciando na cidade, os produtores começam a contabilizar perdas na produtividade tanto em relação quanto ao colhido na safra 2017/18, quando no que era esperado para a safra 2018/19.

 

Tivemos produtores com 15/20 dias de Sol em cima das lavouras basicamente prontas então temos casos de produtores em que o ciclo adiantou um pouquinho em função da soja praticamente morrer. As primeiras lavouras colhidas esperávamos 62/63 sacas por hectare e tenho relatos de produtores que estão colhendo 52/55, bem abaixo do que era esperado em função desse Sol”, diz Carlos Alberto Simon, presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde.

 

Com essa perspectiva de queda na produtividade, que na última safra foi de 57/58 sacas por hectare, e o aumento nos custos de produção registrados pelos produtores, a expectativa é de dificuldades para fechar a conta de gastos, pelo menos para quem não se precaveu fazendo vendas antecipadas com travamento dos custos. “O que está mostrando hoje é que quem travou tudo bem, só que quem não travou, até em reais você tem um preço razoável, mas quando você transforma isso para dólar a conta não fica muito bonita não. A preocupação maior é a próxima safra, já que os fertilizantes subiram 15/20%, a soja caiu 15/20% em dólar e nosso encontro de contas não está fechando”, comenta Simon.