Poluição no Pantanal Matogrossense

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Um dos maiores ecossistemas do mundo está sofrendo com a poluição desregrada, afetando seu sistema hidroviário, sua fauna e sua flora, e consequentemente sua população humana.

O Pantanal Matogrossense abrange uma área de quase 200.000 km² que inclui os estados do Mato Grosso – mais especificamente ao sul – , noroeste do Mato Grosso do Sul e os países sul-americanos Paraguai e Bolívia.


Sua fauna é uma das mais diversificadas do planeta, entre aves, insetos, répteis, roedores e diversos mamíferos, dentre eles a onça-pintada, considerada animal-símbolo da região.
A flora é muito variada, e assim como a onça é o animal-símbolo, a vitória-régia, também muito encontrada na Região Norte, é a planta-símbolo do Pantanal.

As porcentagens são assustadoras. Atualmente, 38% do lixo produzido no mundo é resultado da mineração e seu processo degradador do meio ambiente. 39% vem da pecuária, devido a embalagens de remédios e resíduos mecânicos. E são duas das práticas mais executadas na região.

Infelizmente, fauna, flora e a bacia hidrográfica estão enfrentando problemas com queimadas, desmatamento, exploração de fauna e flora, descarga de resíduos, poluentes químicos devido à mineração e garimpo e péssima infraestrutura.

 

Possíveis soluções poderiam resolver essas questões de preservação do meio-ambiente da Região Centro-Oeste:

1) O Pantanal se estende por três países: Brasil, Paraguai e Bolívia. Essas nações poderiam criar um seminário no qual seriam debatidas questões de preservação do Pantanal Matogrossense, criando modelos de desenvolvimento e proteção ao ecossistema;

2) A pecuária ao ar livre precisa de mais apoio técnico e econômico para que as melhores práticas como conservação de água e solo, manejo e recuperação de pastagens e integração de lavoura e pecuária possam ser repassadas aos produtores,

3)Regras relativas ao abuso na caça, extração vegetal e mineral devem ser impostas;

4)Sistemas que possam manter a alternância de água alta e baixa água em um padrão similar aos padrões naturais. As barragens não podem criar impactos cumulativos nos rios da bacia. É necessário identificar as áreas que podem absorver os custos ambientais envolvidos e aquelas que não podem fazê-lo sem danificar o Pantanal;

5) Deve ser criado um protocolo específico para o Pantanal através do código florestal do Brasil. Segundo nossa Constituição “o Pantanal é patrimônio nacional”, portanto, deve ser criada uma lei específica;

Enfim, evitar ao máximo o uso de produtos químicos, o descarte adequado do lixo, reciclagem do mesmo, reutilização da água e incentivar a população da região a cumprir essas tarefas, certamente ajudarão a preservarmos um dos ecossistemas mais importantes do Brasil e do Mundo.

 

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