Avaliação, currículo, aprendizagem e neurociência foram alguns dos temas discutidos no Seminário de Educação

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Cerca de 2 mil profissionais participaram na semana passada do II Seminário de Educação e III Seminário Integrador da Rede Municipal de Cuiabá. Inovações tecnológicas, palestras, mesas redondas, grupos de trabalho e mostras das iniciativas desenvolvidas nas unidades escolares de Cuiabá, movimentaram os cinco dias do evento.

Para o secretário de Educação, Alex Vieira Passos, a participação de professores e pesquisadores de renome nacional como Viviane Mosé, Elvira de Souza Lima, Jussara Hoffmann e Jaqueline Moll, foi fundamental para o sucesso do evento.


“O seminário tem objetivos claros, de contribuir para a reflexão sobre a teoria e a prática do processo educativo, e possibilitar o compartilhamento das vivencias pedagógicas desenvolvidas nas salas de aulas. Essas são questões prioritárias para o prefeito Emanuel Pinheiro, que tem nos dado o suporte necessário para que possamos avançar cada vez mais, valorizando a formação, a humanização e a qualidade no serviço prestado à população”, destacou.

 

Palestras

A profª. Dra. Viviane Mosé falou sobre os desafios dos educadores na construção de uma escola democrática e humana, e disse que o aluno não deve ser tratado como um decorador de conteúdo. “Uma escola para ser contemporânea deve trabalhar com o raciocínio. Temos que priorizar a pesquisa, só assim estaremos dando às crianças a capacidade crítica. Nossa memória é viva, presente. Professor não ensina, é o aluno que aprende. A única possibilidade que temos para a educação é pensar no aluno como um ser capaz de desenvolver soluções para este mundo que desaba, que está em crise”, disse ela.

As contribuições da neurociência no desenvolvimento e aprendizagens das crianças, foi o tema abordado pela a profª. Drª. Elvira Gomes de Moraes. O cérebro, em razão da sua plasticidade, muda a cada seis meses. Inclusive os adultos continuam a ter períodos de desenvolvimento cerebral, disse ela. “A escola é fundamental para o desenvolvimento cerebral da criança. As interações humanas ocorrem desde o útero materno, mas adquirem significado ainda maior dentro da escola. E pensando nas relações sociais, não é possível dissociar o aluno do professor”, destacou a profª Elvira lembrando que a leitura e a escrita são essenciais para o aprendizado. Ler todo o dia, algum tipo de literatura, faz toda a diferença em médio e longo prazos”. 

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A profª. Dra. Jussara Hoffmann abordou o tema ‘avaliação das aprendizagens’ e disse que avaliar envolve valor, e valor envolve pessoa. “Nós somos o que sabemos em múltiplas dimensões. Quando avaliamos uma pessoa, nos envolvemos por inteiro – o que sabemos, o que sentimos, o que conhecemos desta pessoa, a relação que nós temos com ela. E é esta relação que o professor acaba criando com seu aluno. Avaliar é muito mais que conhecer o aluno, é reconhecê-lo como uma pessoa digna de respeito e de interesse.  Só assim é que o professor pode intervir, ajudar e orientar esse aluno”, salientou.

Fechando o evento, a Profª. Dra. Jaqueline Moll, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), falou sobre currículo, cultura e conhecimento na formação integral. Responsável pela criação do programa de educação integral – Mais Educação, ela defende a ampliação da jornada escolar e a reorganização curricular visando um processo pedagógico que conecte áreas do saber à cidadania, ao meio ambiente, direitos humanos, cultura, artes, saúde e educação econômica.

“Estamos falando de uma mudança de paradigma, de uma nova forma de pensar nossas relações sociais, pressupondo horizontalidade nos processos educativos, valorização dos saberes comunitários no currículo e uma efetiva ação intersetorial para garantir os direitos sociais dos indivíduos”, disse.

 

O II Seminario de Educação foi realizado de 26 a 30 de novembro, no Hotel Fazenda Mato Grosso.

 


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