A região Centro-Sul do Brasil deve encontrar perspectivas climáticas bastante favoráveis à agricultura ao longo de 2019. O ano será marcado pela atuação do El Niño – fenômeno climático que se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico –, o que deve se traduzir em chuvas abundantes e bem distribuídas. As previsões foram apresentadas pelo agrometeorologista Luiz Renato Lazinski, no workshop “O bilionário mercado de seguros rurais no Brasil”, realizado nesta sexta-feira (30), na sede da FAEP-PR.

De dezembro de 2018 a fevereiro do ano que vem, a previsão é de que as precipitações no Centro-Sul ocorram dentro das médias históricas, e de forma bem distribuída. De março a maio de 2019, as chuvas devem ser um pouco mais abundantes, mas igualmente uniformes. O meteorologista acrescenta que os dados históricos apontam que, em 90% dos anos sob atuação do El Niño, a produtividade das lavouras fica acima da média.


“Será um ano bem positivo à agricultura, com condições climáticas bastante favoráveis: chuvas abundantes, distribuídas e temperaturas amenas. Até maio, por exemplo, chove bem no Paraná, o que é muito bom para a safrinha”, avaliou Lazinski.

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Em contrapartida, o especialista recomendou que os produtores fiquem de olho no controle de pragas. É que o tempo mais úmido favorece o aparecimento de doenças. “O produtor vai encontrar uma pressão maior, principalmente em relação à ferrugem”, destacou.

Matopiba

As demais regiões podem encontrar condições adversas. No Norte do Mato Grosso e no Matopiba – região que compreende Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – as chuva devem ocorrer em menor volume e de forma desregulada, o que prejudica a formação das lavouras. A irregularidade na distribuição das precipitações pode, inclusive, ocasionar veranicos. “A chuva naquela região vai ser muito irregular, com períodos de 15 a 20 dias sem chuvas”, destacou.


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