Traçado da Ferrovia de Integração será mantido até Lucas do Rio Verde

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O traçado da Ferrovia de Integração do Centro Oeste (FICO), no trecho ligando Campinorte, em Goiás, até Água Boa, em Mato Grosso, numa extensão de 386 quilômetros, será mantido. A decisão é resultado de uma audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa na última sexta-feira, 22, em Água Boa, e foi comunicada nesta segunda-feira, 26, em plenário, pelo senador Wellington Fagundes (PR), que representou a Comissão de Infraestrutura no evento.

Segundo Wellington, a ferrovia seguirá o traçado original até a cidade de Lucas do Rio Verde, na região do Médio Norte do Estado. “Ficou definido: não se aceita falar em mudança de traçado, exatamente para não atrasar a possibilidade da construção da Ferrovia” – enfatizou. Fagundes destacou que já existe um projeto aprovado, inclusive com Licença Ambiental expedida para esse fim e qualquer alteração “seria um risco muito grande”.


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A construção da FICO, de acordo com o senador, independe da aprovação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Ferroviário, cujo projeto, resultado de uma Medida Provisória do Governo, encontra-se em tramitação na Câmara dos Deputados. Os recursos para a implantação da ferrovia estão previstos na renovação da concessão da Ferrovia Vitória-Minas, pela Vale do Rio Doce.

Segundo Wellington, trata-se de uma “equação inteligente” definida pelo Governo e que já está inclusive com sinalização favorável do Tribunal de Contas da União (TCU) e também da Agência Nacional de Transporte Terrestre, a ANTT. O modelo executado – ele acrescentou – vai facilitar a implantação da ferrovia porque não seria preciso fazer licitação, já que a Vale “é uma empresa hoje de caráter privado que teria condições de fazer essa obra em tempo muito rápido”.

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A FICO é considerada fundamental para viabilizar de vez a Ferrovia Norte-Sul. Implantada, a Ferrovia de Integração vai proporcionar um alívio significativo para o escoamento dos grãos da Região do Vale do Araguaia, permitindo a redução de custos do frete em aproximadamente 25%. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Estudos Agropecuários (IMEA), a produção de soja e milho na região representa 32% da produção do estado, e até 2025 deve saltar de 20 milhões para 29 milhões de toneladas. Além da produção agrícola, a FICO incorporará grande parte da produção de carne bovina. (com inf. Agência Senado)

 

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