O deputado federal eleito e produtor rural Neri Geller (PP) afirmou que é preciso um debate técnico sobre uma possível taxação do setor de agronegócio em Mato Grosso e não apenas acusações e “tapas na cara”. Para ele, o Estado não pode fazer “demagogia”.

 


A taxação tem sido avaliada pelo governador eleito Mauro Mendes (DEM) como uma solução para melhorar a arrecadação do Estado e equilibrar as contas públicas. A medida, inclusive, foi defendida pelo senador eleito Jayme Campos (DEM).

 

De acordo com Geller, antes mesmo de pensar em taxação o Estado precisaria identificar o que é sonegação, uma vez que os produtores rurais não podem ser “penalizados com mais impostos” e ter sua atuação inviabilizada.

 

Isto porque, segundo ele, taxar o agro vai impedir a competição com estados como Paraná, que estão mais perto dos portos e têm o custo menor para levar a produção para o mercado internacional.

 

“Esse debate não pode ser de tapa na cara, porque isso começa a dividir a sociedade. O que precisa ficar claro é que o combate à sonegação precisa ser efetivo, o combate às questões dos incentivos fiscais, sou totalmente a favor”, disse nesta quinta-feira (8), em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real.

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Geller disse ainda que é necessário um esclarecimento junto à sociedade para que o setor do agronegócio não seja visto como culpado pela crise financeira do Estado. “Não podemos fazer demagogia, porque aí fica ruim. Você começa a separar as pessoas que vivem na sociedade mais urbana, que não conhece a produção, dos produtores, como se em alguns casos os produtores fossem os culpados pelo caos que está instalado no ponto de vista da gestão do Estado”, afirmou.

 

Ainda segundo Geller, é preciso que a bancada federal atue para a regulamentação da Lei Kandir, de modo a favorecer o produtor rural e não as grandes trades, uma vez que a atuação dos produtores rurais é uma das responsáveis pelo crescimento do Estado.

 

Nos últimos 12 anos, segundo Geller, a produção de milho cresceu de 4 milhões de toneladas para 28 milhões de toneladas. Já o consumo no mercado interno era 800 mil toneladas e hoje chega a quase 6 milhões de toneladas no mercado interno.
“Basta olhar os grandes polos de desenvolvimento que se instalaram em Mato Grosso. O quanto nós crescemos a receita nos últimos anos é fruto da produção primária, que trouxe a indústria para cá”, encerrou.





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