Mostra apresenta trabalhos desenvolvidos pelos TDI’s nas creches e CMEI’s de Cuiabá

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Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDI’s) da rede pública municipal de educação de Cuiabá apresentam nesta terça-feira (6), no auditório do Museu Rondon e no hall do Instituto de Linguagem, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), os trabalhos de conclusão do ciclo de formação de Professores para Educação Intercultural.

A mostra faz parte da programação da 6ª edição do SemiEdu – Seminário da Educação 2018, cuja temática central é “Diálogos entre Políticas Públicas, Formação de Professores e Educação Básica”.  Promovido pela UFMT, o evento é considerado como um dos mais importantes de educação, da região Centro-Oeste.


A exposição reúne 50 banners e relatos de experiências das pesquisas e práticas realizadas pelos profissionais, sobre a temática: Povos Indígenas e Educação Intercultural. “Essa temática foi trabalhada durante a formação coordenada pelo Grupo Corpo, Educação e Cultura, o Coeduc, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá e levada para as salas de aulas das unidades de creche e Centros Municipais de Educação Infantil na forma de projetos de vivência que em alguns casos envolveram toda a escola”, explicou a assessora pedagógica da Coordenadoria de Formação, da Diretoria de Ensino da Secretaria de Educação de Cuiabá, Eliane de Castilho Lirio.

De acordo com a assessora pedagógica, a mostra facilita a articulação e cria um espaço para troca de experiências e socialização do conhecimento, contribuindo com o intercâmbio técnico-científico entre pesquisadores, professores e acadêmicos, um dos objetivos centrais do evento, o Seminário de Educação – SemiEdu 2018 -, e os eventos que acontecem paralelamente.

Ciclo de formação semelhante vem acontecendo desde 2016. O primeiro grupo reuniu professores de Arte e de Educação Física. No ano seguinte, se juntaram ao grupo os articuladores do Mais Educação e este ano, mais 200 Técnicos em Desenvolvimento Infantil.

Em 2018, a formação teve como foco o povo bororo por conta dos 300 anos de Cuiabá.

“É o resgate da ancestralidade cuiabana já que o povo bororo habitava predominantemente a região de Cuiabá e Várzea 
Grande e, por muito tempo, essa realidade ficou esquecida no passado. A comunidade no geral e a escola ignoravam essa cultura como currículo e por meio da lei 11.645, a cultura dos povos indígenas passou a ser obrigatória no ensino básico e a SME junto com Coeduc, privilegiou o povo bororo como protagonista no processo de formação da cidade, espelhando isso, nos 300 anos da Capital”, salientou Eliane.

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Vivências

Uma das experiências que faz parte da mostra vem sendo desenvolvida desde 2016 no CMEI Profª. Adir de Figueiredo. Localizada na 1ª etapa do bairro Pedra 90, a unidade escolar possui um redário, herança cultural dos povos indígenas, que acolhe as crianças da pré-escola a creche, e também da comunidade.  

O projeto ganhou força e foi ampliado para outras vivencias, jogos e brincadeiras do povo bororo, culminando com a construção de uma oca, ainda provisória, mas que deve se tornar um espaço permanente da unidade escolar.

Também faz parte da mostra o trabalho desenvolvido na unidade de creche Elzira Cavalcante da Silva, localizada no distrito do Sucuri, com o ‘cabo de força com bebes’, que auxilia o desenvolvimento de habilidades, movimento, equilíbrio e coordenação motora.  

Os trabalhos que estão sendo apresentados na VII Mostra Corpo, Educação e Culturas, cujo tema é Educação Intercultural e Políticas de Formação de Professores em Mato Grosso, serão reapresentados durante o II Seminário de Educação e III Seminário Integrador da Rede Municipal de Educação, que acontece no período de 27 a 30 de novembro, no Hotel Fazenda Mato Grosso.

 

Serviço

Dia 06/11

Local: Auditório do Museu Rondon e hall do Instituto de Linguagem – Campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Horário: 07 às 11h30 e das 13h30 às 17 horas.

 

 

 

 

 





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