Deputados vetam empréstimo de R$ 800 milhões para VLT

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A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa (AL) manifestou parecer contrário à mensagem enviada pelo governador Pedro Taques (PSDB), que pedia autorização para emprestar R$ 800 milhões junto à Caixa Econômica Federal (CEF), a fim de concluir as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Relator da solicitação do governo, o deputado Adalto de Freitas (Patri) manifestou parecer contrário à autorização para o empréstimo, tendo em vista que o atual governo encontra-se no fim de seu mandato.


“Não é correto autorizar a contratação de tamanho crédito em final de governo, considerando que a conta ficará para ser paga pelos futuros administradores do Estado”, disse o parlamentar.

Presidente da Comissão, o deputado Wilson Santos (PSDB) também votou pela inviabilidade da autorização.

“É até uma questão de coerência, até mesmo porque o governador eleito, Mauro Mendes [DEM], já pediu à sociedade o prazo de um ano para avaliar a viabilidade e os meios necessários para a conclusão do VLT”, alegou.

Iniciadas em 2012, as obras do VLT estão paradas desde dezembro de 2014. Até então, apenas 6 km dos 22 km dos trilhos foram concluídos.

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em R$ 1,477 bilhão – dos quais R$ 1,066 bilhão já foram aplicados, segundo dados da data base de maio de 2012 -, o contrato com o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi rescindido pelo Governo do Estado após a Operação Descarrilho – deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2017 – que apontou indícios de irregularidades no acordo.

Além disso, o governo instalou processo administrativo para apurar possíveis infrações contratuais e prometeu lançar uma nova licitação para a obra.

Enquanto isso, os 42 vagões vão se deteriorando no Centro de Controle Operacional e Manutenção, que fica próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.

Comprados quando a obra foi iniciada, os materiais rodantes custam ao Governo cerca de R$ 16 milhões por mês para manutenção.


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