Mães que perderam filhos na gestação ou com pouco tempo de vida se unem em grupo de apoio em MT

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Foto: TVCA/ Reprodução

Mães que perderam os filhos durante a gestação ou com pouco tempo de vida se uniram em um grupo de apoio que fala de forma sensível sobre perda gestacional, neonatal e infantil.

Uma das integrantes do grupo ‘Mães de Anjo’, a funcionária pública Lizandra Pizzato teve dois filhos: Davi e Pedro. Pedro nasceu com uma síndrome rara e nunca saiu do hospital. Morreu com quatro meses de vida.


Davi tem um ano e seis meses. Ele é a alegria da casa da família. A vida com o Davi é quase como um recomeço para o casal. Em 2015, Lizandra teve uma gravidez complicada.

“A gente vive com o Davi tudo o que não vivemos com o Pedro. Nós conseguimos vivenciar experiências que não aconteceram com o Pedro. O Davi não substituiu o Pedro. A dor fica. Foi a experiência onde eu vivi o maior amor da minha vida”, declarou.

Em outubro, o grupo fizeram uma ação no Parque das Águas, em Cuiabá, e as mães soltaram um balão por cada filho que perdeu. Os azuis pelos meninos, os rosas pelas meninas e os brancos pelos que morreram no ventre das mães antes delas descobrirem o sexo.

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Elas escrevem os nomes das crianças e prenderam aos balões. “Quando as mães e pais soltam os balões, é como se pudessem conversar com eles”, disse a professora Silvia Faria.

A bibliotecária Valquíria Barbieri viveu esse drama por quatro vezes. Na última delas, perdeu o bebê poucos dias após o nascimento.

Os cinco municípios de Mato Grosso que apresentam os maiores índices de mortalidade infantil são: Comodoro, Campinápolis, Canarana, Colniza e Água Boa.





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