ONS diz que operação garantiu suprimento de energia durante eleições

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O suprimento de energia foi considerado normal em todo o período do segundo turno das eleições, informou hoje (29) o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A operação especial adotada para evitar que eventual queda no suprimento de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) resultasse em problemas no dia da eleição começou as 0h de sábado e terminou às 07h desta segunda-feira.

Operação similar foi realizada durante o primeiro turno e também deve ser colocada novamente em prática durante o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcada para o próximo final de semana.


“As ações de controle efetuadas no sistema, em conformidade com as diretrizes estabelecidas, envolveram em especial a alocação e distribuição de reservas de geração em todo o sistema, garantindo seu bom desempenho. Não foram verificadas quaisquer sobrecargas nos equipamentos e linhas de transmissão da Rede de Operação, durante todo o período da eleição”, informou o ONS.

Segundo o balanço, durante o período de operação especial, as empresas que trabalham na geração, transmissão e distribuição de energia não tiveram autorização para programar intervenções, com ou sem desligamento da rede, em instalações de geração e transmissão.

A operação especial previa ainda o acionamento de usinas térmicas para assegurar o suprimento energético em caso de queda de alguma linha de transmissão. O ONS também não descartou a possibilidade de importar energia do Uruguai e da Argentina em caso de necessidade.

Única ocorrência

De acordo com o balanço sobre as medidas adotadas para assegurar o suprimento de energia, a única ocorrência registrada foi no Piauí, onde houve queda no abastecimento de energia das cidades de Bom Jesus e Avelino Lopes.

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O ONS informou que o fornecimento de energia a essas cidades foi interrompido em razão do desligamento automático dos terminais da subestação Bom Jesus II (São Pedro Transmissora de Energia). “Os disjuntores de 69 kV [quilovolts] dos transformadores foram religados entre 10h32 e 10h34 e as cargas restabelecidas às 10h33″, disse o operador.

As orientações do ONS para evitar queda de energia recaíram especialmente nas linhas de transmissão. Entre as medidas adotadas, houve atenção especial com o linhão de transmissão de Xingu e Estreito, cuja queda resultou em um apagão que deixou 70 milhões de pessoas sem energia, em 13 estados, no dia 21 de março.

No caso do linhão de Estreito, de acordo com o ONS, a programação e operação do linhão ficou limitada em 1.400MW, no sentido do fluxo de potência de Xingu, no Pará, para Estreito, no Maranhão. Segundo o ONS, o limite se fez necessário para restringir o corte de operação da Usina de Belo Monte a uma unidade geradora, caso houvesse queda do linhão.

Em março, o ONS disse que o apagão de março foi causado por uma falha humana na operação do linhão. A linha de alta tensão tem cerca de 2,1 mil quilômetros de extensão e atravessa 65 municípios dos estados do Pará, do Tocantins, de Goiás e de Minas Gerais.

Edição: Davi Oliveira