Cuiabano que vai doar 780 moedas que colecionou por 45 anos diz ter chorado ao ver incêndio no Museu Nacional do RJ

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Foto: TVCA/Reprodução

O pequeno agricultor Moacir da Silva Ayres, de 56 anos, decidiu doar a coleção de 780 moedas antigas que possui ao Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído por um incêndio de grandes proporções no início do mês de setembro.

Humilde, Moacir hoje vive em um pequeno sítio de quatro hectares na zona rural de Cuiabá.


Ele diz que soube do incêndio, que destruiu a maior parte do acervo de cerca de 20 milhões de itens, quando assistia ao Jornal Nacional.

“Quando eu vi aquilo, parecia que uma parte de mim estava derretendo junto. Senti uma dor tão grande no coração e pensei que havia chegado a hora de me desfazer da minha coleção para que milhões de pessoas pudessem ter acesso às moedas”, diz Moacir, chorando.

Desde então, Moacir passou a procurar relíquias.

Antes de ser agricultor, ele conta que trabalhava como pedreiro. A coleção ganhou força quando ele oferecia trabalho em obras em troca de moedas antigas.

“Eu sempre perguntava para as pessoas que me contratavam se elas tinham moedas antigas. Se tivessem, eu fazia um abatimento no valor do meu trabalho”, conta.

Foi uma decisão difícil, mas ele não voltou atrás. Nesta semana, representantes do Museu vieram a Cuiabá buscar a coleção de moedas. Moacir chorou de emoção, mas está feliz por conseguir dar a contribuição dele para a reconstrução do Museu.

“Estou doando de coração, não tem dinheiro que pague, mas milhões de brasileiros vão ver estas moedas no Museu. Inclusive, eu quero pedir de coração, se Deus me der saúde quando reinaugurar o Museu quero ir lá vê-las no mostruário”, finalizou Moacir.





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