Decoração externa do MISC é arrancada por vândalos e polícia deve ser acionada

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Parte das bandeiras coloridas que compunham a fachada do Museu de Imagem e do Som de Cuiabá (Misc), vem sendo arrancada por vândalos nas últimas semanas. A decoração, inspirada nas cores do arco-íris, faz referência à mostra de artistas LGBTQI+ “Viver é um Ato Político: Nossa Arte é Nossa Voz”, e estava instalada no edifício histórico desde o final de setembro, quando a exposição foi inaugurada.

De acordo com o diretor do Museu, Cristóvão Gonçalves, neste período ele e sua equipe chegaram a ser interpelados por cidadãos, que questionaram decoração. “Reparamos que as bandeiras das janelas mais baixas sumiram primeiro. Pensamos que seria acidente. Mas depois o mesmo aconteceu nas janelas mais altas”, diz.


Diante disso, a Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo garante que um boletim de ocorrências será registrado e que o caso deverá ser investigado pela Polícia. “Não podemos dizer o que motivou a ação. Contudo, a depredação do patrimônio público é crime e deve ser investigada pelas autoridades competentes”, explica o secretário adjunto de Cultura, Justino Astrevo.

À época da abertura, o curador da mostra, Rodolfo Carli falou sobre a importância de realizar um evento do tipo, designando-o como fruto do trabalho de LGBT’s. “A questão é reforçar a existência desses cidadãos, que ainda vivem rodeados de preconceitos e desigualdade. Nós estamos aí no mercado, nas escolas, nos museus, nos teatros, repartições públicas, como todo mundo. O Intuito é incluir, não separar.”

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A Prefeitura de Cuiabá reforça o repúdio a qualquer ato de intimidação, intolerância ou violência, praticado contra indivíduos ou grupos. Nesse contexto o Misc também destaca seu compromisso de abrigar as mais variadas formas de expressão, dando oportunidade para que diferentes artistas ocupem o espaço e promovam seus trabalhos.

Segundo Cristóvão isso é importante para que a população encontre esperança em momentos de polaridade. “Muitos LGBTQI+ estão sendo exterminados, mortos pelo preconceito, violência ou suicídio. Nosso papel é abrir este espaço para incentivá-los a resistir e pra que, a população que ainda têm ressalvas, possa conhecer sua produção. A ideia é que a sociedade reconheça esta contribuição para cultura regional”, finaliza.


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