O consumo de etanol em Mato Grosso alcançou 77,3 milhões de litros no mês de agosto, 29,5% a mais que no mesmo mês do ano de 2017. É o maior volume consumido já registrado. O Estado só chegou próximo deste número em dezembro do ano passado, quando as distribuidoras comercializaram 74,2 milhões de litros.
Em 2018, de janeiro a agosto, já foram consumidos 529,5 milhões de litros. Com relação ao mesmo período do ano anterior, quando se consumiu 407,5 milhões de litros, também houve aumento de 29,9%. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com o preço do etanol mais vantajoso, há uma redução no consumo da gasolina. Foram 357,6 milhões de litros em 2018. Já em 2017, o consumo do derivado de petróleo ficou em 432,141 milhões de litros. “Um crescimento surpreendente na faixa de 30% do derivado de cana-de-açucar e de milho. Em muitos estados do centro e do sul, a paridade com a gasolina favoreceu o consumo de etanol hidratado (vendido nos postos de combustíveis) e tem crescido de forma significativa, especialmente em Mato Grosso e agora temos este recorde”, avalia o diretor-executivo do Sindipetróleo (Sindicato que representa os postos de combustíveis de Mato Grosso), Nelson Soares Junior.

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No Brasil também nunca se consumiu tanto etanol hidratado em um único mês como em agosto. Foram 1,818 bilhão de litros nos 31 dias do mês – um aumento de 49%.  Os preços nas refinarias subiram 46%. Para se ter melhor ideia, em agosto do ano passado, a gasolina era vendida pela Petrobras a R$ 1,360. Em agosto o valor médio chegou a R$ 1,987. “No geral, o preço da gasolina subiu por diversos fatores que fogem do controle dos postos. Podemos dizer que foi um ano de reajustes realizados pela Petrobras em suas refinarias”, explica Soares.

Diesel
O consumo de óleo diesel também registrou crescimento. Em relação a agosto do ano passado (244.660 milhões), o consumou aumentou 11,6%. Em agosto deste ano foram comercializados 273.075 milhões de litros. E no acumulado do ano, o aumento é de 5,4%. Em 2017, foram 1,817 bilhão de litros contra 1.914 bilhão de litros em 2018.


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