Aquelas discussões acaloradas após lances polêmicos em partidas clássicas chegou oficialmente ao fim. Afinal, graças aos avanços tecnológicos, o futebol começou a contar com câmeras de alta qualidade que definem se a bola entrou ou não dentro do gol. Esse tipo de recurso vem em boa hora, já que funciona como um apoio para que o juiz não erre por estar em um “ponto cego”.

 

O Mundial da Rússia, há poucos meses, foi o primeiro a contar com o chamado VAR, o vídeo árbitro. Foram muitos lances conferidos e validados graças ao recurso de câmeras, sendo considerado um grande sucesso pela FIFA. É praticamente impossível imaginar as próximas Copas do Mundo sem o VAR.

Como funciona o sistema

O objetivo do VAR, desde o começo, foi fazer com que o futebol seja um jogo mais justo. Até porque, não faltam relatos em nossa história de pontos marcados incorretamente por falha do juiz. Por isso, a FIFA entendeu a necessidade e a possibilidade de utilizar a tecnologia como forma de auxílio para os árbitros das partidas. Mas como funciona?

O sistema utiliza câmeras espalhadas por todo o estádio. Essa estrutura é chamada de Hawk-Eye, uma brincadeira sobre os olhos de falcão, e também é aplicada em jogos de tênis e vôlei. Junto com esse sistema, a bola do jogo possui um chip implantado, que quando passa pela linha do gol e entra totalmente, emite um sinal de vibração para o relógio do juiz, fazendo com que o ponto seja confirmado de forma mais ágil.

Riscos de fraude

Para que não haja impedimento da imagem, toda essa estrutura conta com pelo menos sete câmeras em cada gol. Isso porque, em determinados lances, os jogadores podem acabar tapando o que está sendo transmitido, e o que seria uma auxílio para o juiz, vira uma grande dor de cabeça.

Desde antes da Copa do Mundo, muitos estádios começaram a receber o sistema VAR. No Brasil, a CBF realizou testes off-line com diversas equipes de arbitragem para a Copa do Brasil. A ideia é que, ainda que em menor escala, os campeonatos brasileiros possam aproveitar essa novidade também. No Brasileiro 2018, a tecnologia ainda não foi utilizada porque haveria a cobrança de uma alta taxa dos clubes. Dessa forma, os dirigentes preferiram esperar e solicitar mais testes.

Estatísticas

Um ponto interessante do recurso de árbitro de vídeo é que ajuda a entender inclusive o rendimento e o desenvolvimento dos times em campo. Afinal, não há mais possibilidade de uma “ajudinha” do juiz ou de um erro da arbitragem que prejudique o time. Esse tipo de estatística é especialmente útil para quem faz apostas online em seu time preferido. Você pode apostar no 188bet grátis, por exemplo, e conferir como as estatísticas apresentadas ao longo da partida podem influenciar na sua decisão.

No Brasil

Por aqui, a novidade só foi utilizada até agora na Copa do Brasil e em uma versão bem mais enxuta, com metade das câmeras disponibilizadas nos jogos do Mundial da Rússia. Apesar disso, a FIFA garante que com esse número de câmeras já é possível ter o sistema operando com a qualidade necessária para realizar as conferências de lances e gols. Mas essa estrutura não é barata. Estima-se que o valor por jogo será de R$ 50 mil.

Outra diferença é que as imagens que chegarão para os árbitros de vídeo (que ficam em uma cabine separada e se comunicam com os árbitros de campo) são provenientes da Rede Globo. Ou seja, nenhuma imagem será gerada exclusivamente para os juízes da tela. Além disso, a Copa do Brasil conta com um membro a menos na equipe de vídeo, sendo um supervisor, um árbitro de vídeo e um assistente.

No final, fica a expectativa de como o VAR vai funcionar por aqui e qual será sua influência em nossos campeonatos. A intenção é que, em breve, a tecnologia alcance outras competições de maior e menor escala. É esperar para ver.

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