Imagens manipuladas são tão nocivas quanto Fake News

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CenárioMT

“O avanço das tecnologias de comunicação em tempo real, em conjunto com o fácil acesso a dispositivos móveis, contribuiu para a disseminação das chamadas notícias falsas ou fake news. A expressão remete a textos, contendo boatos, informações inverídicas e fontes inexistentes. Contudo, também é preciso ter muito cuidado com o compartilhamento de imagens e vídeos, pois, com ferramentas de edição, um registro fotográfico pode ser facilmente adulterado, gerando desinformação e até mesmo riscos para a sociedade, como foi o caso do linchamento do Guarujá, em 2014 – em que uma inocente foi agredida até a morte após ser confundida com uma imagem falsa que circulava na internet e em comunidades do Facebook.

Outro fenômeno que vem sendo muito recorrente, além das fake news em formato de texto, é o chamado deep fake, considerada a última fronteira na manipulação de vídeos baseada em inteligência artificial.

Com a ajuda de softwares de edição, as deep fakes consistem na substituição de rostos em um vídeo por outro, o que pode gerar confusão e constrangimento para as pessoas que tiveram suas imagens utilizadas.  É preciso esclarecer que não apenas a manipulação das fotos é um risco, mas também o compartilhamento e o uso de uma imagem antiga fora de seu contexto, como ocorreu esta semana, quando um registro feito durante a  Jornada Mundial da Juventude, realizada em 2013, foi usado em alguns sites de notícias sobre a marcha  em defesa do candidato à Presidência Jair Bolsonaro”, analisa a especialista em Comunicação Organizacional Integrada Isabela Pimentel.

Confira 6  dicas para reconhecer imagens manipuladas:

  1. Analise a foto com atenção;
  2. Verifique se há falhas nos detalhes, como diferenças entre a cor do rosto em comparação ao resto do corpo da pessoa em destaque na foto;
  3. Perceba se há falhas de continuidade e sobreposição de cenários;
  4. Detecte falhas na composição de luz ou incoerência no jogo de sombras;
  5. Atente para a presença de reflexos na imagem projetadas, seja em espelhos, água ou vidro;
  6. Insira a imagem no Google Imagens ou no Tineye para checar sua procedência.


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