Pecuaristas de Mato Grosso começam a ser atendidos por projeto

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Com um dos principais rebanhos de bezerros de Mato Grosso, o município de Ribeirão Cascalheira abriu a etapa de credenciamento dos pecuaristas que serão assistidos pelo projeto Produção Sustentável de Bezerros (PSB). Uma iniciativa da Associação dos Criadores de Mato Grosso, da Iniciativa para o Comércio Sustentável (IDH) e do Grupo Carrefour, o PSB vai atender 300 propriedades que estão localizadas nos municípios de Gaúcha do Norte e Paranatinga, além de Ribeirão Cascalheira.
O projeto tem foco na melhoria da qualidade dos bezerros, viabilizando a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP) e aumentando a produtividade dentro da propriedade. Aproximadamente 80 pecuaristas participaram do lançamento e credenciamento do projeto em Ribeirão Cascalheira, na última terça-feira, e 70 já estão cadastrados e terão suas propriedades visitadas pela equipe técnica nos próximos meses.
Para o pecuarista Marcos José de Andrade, o projeto permitirá aos produtores agregar valor ao produto e aumentar o reconhecimento da produção mato-grossense junto ao mercado internacional.
“Só aqui em Ribeirão Cascalheira temos 260 mil cabeças de gados, sendo 180 mil vacas. Destas 180 mil, 75% estão nas mãos de pequenos produtores (que têm entre 1 a 500 cabeças). Somos produtores de bezerros e ter a chancela dessas entidades e empresa em projeto de assistência tão grandioso só nos traz benefícios, pois mostra o quanto a pecuária está se desenvolvendo e alçando novos patamares. O mercado internacional verá que aqui a produção é sustentável e conseguiremos agregar valor ao nosso produto”, afirma o pecuarista.
De acordo com o consultor técnico da Acrimat, Amado de Oliveira Filho, o mercado tem apresentado falta na oferta de bezerros, de bois magros e de boi terminados de maior qualidade.
“O projeto vem no início da cadeia produtiva oferecendo tecnologia, através de diagnóstico e assistência técnica, para que a melhoria seja realizada e entregue ao mercado. Com isso, esperamos também reverter as previsões de grandes escolas de economia de que vamos perder pecuaristas de corte porque a rentabilidade – em função de que falta tecnologia e da falta conhecimento -, tem caído. O projeto vem para permitir que o pecuarista possa entregar no início da cadeia produtiva animais que possam ser terminados com maior qualidade e atenda esse mercado consumidor da pecuária de corte de Mato Grosso”.

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