IBGE espera abrir quase 2 mil vagas no ano que vem

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O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto, afirmou nesta semana que um dos concursos abertos pelo governo federal em 2019 será o para contratar novos servidores para a entidade. Em reunião com sindicalistas, ele disse que o orçamento publicado pelo Ministério do Planejamento inclui um volume de vagas para o IBGE e que o edital será lançado em breve.
 
A declaração de Olinto diz respeito à publicação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) publicado pelo Ministério do Planejamento para 2019 pela pasta, que prevê, além da criação de 4.354 cargos que ainda não existem, a contratação de 42.915 mil servidores públicos.
 
O maior recebedor de servidores será o Poder Executivo, que pretende chamar 40 mil pessoas no próximo ano, a maioria para universidades federais, mas também para a A Agência Nacional de Águas (ANA), que já solicitou 26 vagas. Em 2018, o principal concurso da União é o da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que terá o edital publicado neste mês.
 
Para Olinto, as vagas do IBGE estão dentro do escopo planejado para o Executivo, que será uma das prioridades do governo federal em 2019, ao lado da Polícia Federal e do Ministério da Agricultura. Ele já havia admitido que protocolou dois pedidos de concursos no Ministério do Planejamento: no primeiro estão a proposta de contratar 1.800 pessoas, sendo 1.200 para o cargo de técnico e 600 para analista.
 
No segundo, o pedido é de 397 vagas de analistas censitários temporários que, quando contratados, vão planejar o Censo de 2020. A expectativa do IBGE é chegar à marca de 250 mil servidores de curta duração, entre recenseadores, agentes regionais e administrativos, agentes municipais e de informática e agentes supervisores.
 
O presidente do IBGE contou aos sindicalistas que, no caso do segundo pedido, a aprovação é mais complicada, já que o orçamento da União para o Censo de 2020 foi reduzido. Inicialmente previsto para receber R$ 344 milhões para produzir a pesquisa em todo o país, o instituto soube recentemente que vai ter um repasse de apenas R$ 200 milhões. Para Olinto, os valores estão muito distantes da necessidade real para o estudo.
 
“Não há como suprir os R$ 3 bi necessários ao Censo com emendas. Teremos que reforçar apoios, em diversas esferas, para assegurar com o próprio Ministério do Planejamento os recursos na Lei Orçamentária Anual”, explicou.
 
O dirigente contou que, diante da crise orçamentária, planeja articular com parlamentares, prefeitos, governadores, organizações e com o Ministério Público para pedir mais recursos e pessoal em prol do Censo. O último concurso foi feito em 2015, e as seleções para técnico e analista já expiraram – em 30 de maio e 14 de junho, respectivamente.

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